quinta-feira, 31 de julho de 2008

ASSASSINO DE VOLTA PARA JULGAMENTO

FOTO WILSON MEDEIROS

REP. LUCILENE PORTO

O assassino confesso do menino Sidney Junio encontra-se aguardando julgamento no Presídio Regional de Montes Claros, desde a semana passada. Francisco dos Reis Almeida Simões, o Chicão, de 19 anos, foi transferido da Penitenciária de Ribeirão das Neves para o presídio local, no último dia 22 de julho. Em Belo Horizonte ele estava sendo submetido a vários exames de sanidade mental. Chicão está preso no pavilhão "H" do presídio do bairro Jaraguá II.Após a conclusão do laudo que atestou que ele não possuía distúrbio mental, e que no momento do crime também gozava de perfeita lucidez, foi decretada sua transferência para a comarca na qual cometeu o crime. O laudo foi concluído no primeiro dia deste mês de julho, e assinado por médicos e psicólogos. Durante seis meses o acusado fez vários exames e entrevistas, no hospital de custódia, Centro de Apoio Médico e Pericial, de Ribeirão das Neves.fonte JN
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Usina será inaugurada em agosto em Montes Claros
A Petrobras anunciou, para o final de agosto, a inauguração da Usina de Biodiesel de Montes Claros, construída num terreno de 103 mil metros quadrados no Distrito Industrial, com capacidade para produzir cerca de 57 milhões de litros de óleo por ano. Com as três primeiras fábricas em funcionamento no País, a empresa pretende fabricar 170 milhões de litros do combustível neste ano e tornar-se uma das líderes no mercado mundial. A escala vai ser parcialmente atingida, a princípio para consumo interno, somando-se a produção da usina de Minas; de Candeias, a 55 Km de Salvador (BA), inaugurada ontem; e a de Quixadá (CE), que tambpém será inaugurada em agosto ou início de setembro. No total, foram investidos cerca de R$ 300 milhões, distribuídos igualmente entre as três unidades. A estimativa é de que os produtores familiares forneçam, neste ano, 48 mil toneladas de grãos e 1 mil toneladas de dendê para a produção de biodiesel. E a Petrobras planeja comprar safras de diferentes oleaginosas ao longo de até 10 anos. Em Candeias, como nas demais usinas, é possível produzir o biocombustível a partir de mamona, soja, algodão, amendoim, óleos de origem vegetal e animal, como resíduos de fritura e sebo. Para poder adquirir as matérias-primas em sua forma bruta foi instalado um sistema de pré-tratamento na unidade capaz de refiná-las. As três unidades da estatal de economia mista são as mais modernas do País, que hoje conta com 90 usinas cadastradas na Agência Nacional de Petróleo (ANP), das quais 52 estão prontas para operar. Para a construção da planta na Bahia foram contratados 1,3 mil trabalhadores e investidos R$ 101 milhões.

fonte jn

Minas tem a melhor cobertura contra gripe do Sudeste

Pedro Cisalpino/SES-MG

Foram aplicadas 1.639.236 doses da vacina em pessoas maiores de 60 Envelhecer com qualidade. Para alcançar este objetivo Minas deu um importante passo, atingindo a cobertura de 91,78% da população na vacinação contra a gripe, destinada à população maior de 60 anos. Em balanço final divulgado nessa terça-feira (29) pelo Ministério da Saúde, Minas Gerais aparece com o melhor índice entre os quatro estados da região Sudeste e 10º lugar nacional. Dos 853 municípios mineiros, 813 atingiram a meta de 80% de cobertura. Foram aplicadas 1.639.236 doses da vacina. A coordenadora estadual de imunização,Tânia Brant, acredita que os números demonstram uma busca maior da população por um envelhecimento sem doenças. “A mobilização do Estado demonstra que as pessoas nesta faixa de idade estão buscando melhorar sempre sua qualidade de vida. Elas gostam de realizar atividades físicas, de dançar, de ouvir música. Estão se vacinando porque querem aproveitar todos os momentos da vida com saúde, animação e alegria”, analisou. Tânia ressalta que a alta cobertura vacinal é uma importante arma para redução de óbitos e internações ocasionadas por pneumonias e gripe. “Temos ações voltadas para o controle de doenças graves. Desde que a vacinação começou a ser feita, em 1999, houve uma diminuição de 30% das internações por pneumonia e por doenças pulmonares obstrutivas crônicas no Estado. Nas últimas décadas, a imunização contra Influenza tem sido a principal medida para vigilância e controle da Gripe e redução da morbi-mortalidade relacionada à doença”, afirmou. Outro ponto destacado pela coordenadora é o apoio da imprensa na divulgação deste tipo de campanha, uma vez que a informação é capaz de motivar as pessoas a usarem o que têm direito e promover a saúde. “A realização de eventos para a abertura das campanhas, que são acompanhadas pelos veículos de comunicação, tornam a vacinação um momento agradável e alegre com o público a que se direciona”, disse. Quem se vacinou, demonstrou uma dose de otimismo. A dona de casa Terezinha dos Santos Leopoldina, 60 anos, recebeu a vacina pela primeira vez este ano. “Em 2007, tive gripe e não foi nada fácil. Febre, garganta inflamada, dores no corpo. Meu marido fez aqueles remedinhos tradicionais, como mel com própolis, mas eu sei que o que resolve mesmo é prevenção. Eu confio que vou ficar livre da gripe este ano”. Rubéola O próximo desafio é a erradicação da rubéola, com a realização de uma campanha para vacinação contra a doença. A expectativa é vacinar 9,6 milhões de mineiros com 12 a 39 anos de idade. De acordo com Tânia Brant, o envolvimento da sociedade civil é de fundamental importância para ajudar a erradicar a doença. “Mobilizar a sociedade e assim, envolver locais de grande movimentação pública, como shopping, escolas, bem como trazer para junto de nós parceiros como dirigentes de associações é a melhor maneira de atingir a população e garantir um futuro saudável para toda criança”, ponderou. Tânia ainda complementou, explicando que a rubéola é uma doença virótica altamente contagiosa, que geralmente é benigna. Mas se contraída durante a gravidez pode causar uma série de complicações ao feto, como retardo do crescimento, anacefalia (cérebro pequeno), surdez, cegueira e deficiência motora. “A baixa morbidade é usada como desculpa pelas pessoas para justificar a não vacinação. Porém, sabemos que a doença tem aumentado, principalmente entre os homens, que podem transmiti-las às grávidas e causar vários problemas aos bebês”, alertou. Saúde do Idoso O Governo de Minas tem buscado fortalecer as ações para qualificar o atendimento aos cidadãos com 60 anos ou mais. Medidas como a implantação das linhas guias e protocolos, o lançamento da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa e o programa Mais Vida ressaltam a importância que tem sido dada ao problema. “Todo cidadão tem direito ao acesso a serviços adequados às necessidades de saúde individuais e coletivas. É neste contexto que um novo olhar volta-se para a Saúde do Idoso como uma das atuais prioridades das Políticas Públicas de Saúde.”, avaliou Eliana Bandeira, coordenadora estadual de Atenção ao Idoso. Somente no ano passado, foi feito acompanhamento e avaliação do Programa de Doença de Alzheimer, com atendimento de 5.225 idosos portadores de Doença de Alzheimer. Também foi feito relatório técnico para vistoriar instituições de internação de idosos, atendendo a solicitação do Ministério Público Estadual. A integração junto às universidades teve destaque, com a organização de simpósios, mutirões com atendimentos de pacientes e participação em congressos, conferências, palestras, aulas e reuniões técnicas.

Desemprego na RMBH registra a menor taxa do país

FOTOS DIVIGAÇÃO


AM
A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte registrou 9,9% da População Economicamente Ativa (PEA), em junho de 2008, o menor índice em 12 anos. Pela primeira vez, desde 1996, a taxa ficou abaixo de dois dígitos, recuando 7,5%, em relação a maio, quando registrou 10,7%. Com essa queda, o número de desempregados diminuiu para 257 mil pessoas em junho - também o menor da série -, 19 mil a menos que em maio, que foi de 276 mil pessoas. A PEA foi estimada em 2,592 milhões de pessoas e o número de ocupados em 2,335 milhões. O tempo médio de procura por trabalho diminuiu de 47 para 46 semanas em junho. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego na RMBH que é encomendada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e elaborada, mensalmente, por técnicos da Fundação João Pinheiro e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esse resultado, segundo Plínio de Campos Souza, da FJP, refletiu o comportamento da taxa de desemprego aberto, que diminuiu de 8,2% para 7,6%, e do desemprego oculto, que recuou de 2,5% para 2,3%. Plínio Campos explicou que a queda de 19 mil pessoas no contingente de desempregados é muito significativa para o mercado de trabalho da RMBH. “Essa queda foi possível porque a economia tem tido um crescimento bom nos últimos anos, de cerca de 5%, além do crédito aquecido, o que tem contribuído para esse bom desempenho. Isso também tem possibilitado à RMBH ter o menor índice de desemprego entre a regiões pesquisadas”. Construção civil O setor que se destacou na ocupação foi a Construção Civil, que cresceu 3,8% em relação a maio, criando 6 mil vagas, e 11,6% em relação a junho de 2007, criando 17 mil vagas. Plínio Campos explicou que esse desempenho positivo da construção civil indica continuidade na tendência já detectada pela pesquisa desde 2007. Em relação a maio de 2008 as vagas nos serviços cresceram 1,3%, 16 mil a mais, e permaneceram estáveis na indústria e no comércio e subiram 3,8% no denominado “outros setores”, com 7 mil vagas a mais. Em relação a junho de 2007, a indústria cresceu 4,4% (+15 mil), os serviços 3,3% (+40 mil), o comércio 7,8% (+26 mil vagas) e caiu 1,6% nos outros setores (-3 mil vagas). Plínio explicou que a variação no número absoluto de vagas no setor de serviços deve ser relativizada, já que o setor representa 54% da PEA da RMBH, o que lhe dá um peso muito grande na região. “No caso da construção civil, que representa cerca de 15% da PEA da região, é mais significativo o crescimento, tanto que percentualmente, as 16 mil vagas dos serviços significaram 1,3% a mais e as 6 mil da construção civil 3,8%. Se compararmos os últimos 12 meses, temos um quadro similar: as 40 mil vagas nos serviços significaram 3,3% de crescimento e 17 mil na construção civil representaram 11,6%”. O diretor do Observatório do Trabalho, Emprego e Renda da Sedese, Mateus Cópio, destaca o desempenho de todos os setores. “No comparativo mensal nenhum setor apresentou queda no número de ocupados e isso é muito relevante”, disse. Empregos formais Em junho, foram perdidas 9 mil vagas entre os trabalhadores com carteira assinada e criadas 2 mil entre os assalariados sem carteira. O setor público criou 10 mil empregos e entre os autônomos foram mais 17 mil postos. No emprego doméstico, o acréscimo foi de 7 mil ocupações e nas "demais formas de inserção" de 2 mil ocupações. Segundo Mário Rodarte, economista do Dieese, “a perda de vagas formais provavelmente se deveu aos recuos de 3,2% no setor de saúde, de 2,2% na educação e de 4,1% na alimentação”. Em relação a junho de 2007, foram gerados 110 mil empregos com carteira assinada e perdidos 4 mil entre os sem carteira. O setor público criou 12 mil postos de trabalho e os empregos domésticos ficaram relativamente estáveis, com 1.000 vagas a mais. Entre os autônomos houve redução de 13 mil ocupações e no agregado "demais formas de inserção" a redução foi de 11 mil postos. De acordo com Mário Rodarte, embora o emprego com carteira assinada tenha recuado no mês, mantém-se a tendência de continuação de formalização. “Não se pode tomar apenas um mês como referência para se verificar uma tendência na economia. Devemos comparar períodos mais longos e nesse caso, a comparação deve ser de junho deste ano com o mesmo período de 2007. Foram criadas 110 mil vagas nesse período, o que indica de fato a tendência de formalização no mercado de trabalho já detectada nos últimos meses”, explica. Taxa de desemprego da RMBH A taxa de desemprego de 9,9% na RMBH foi mais uma vez a menor entre as regiões onde a pesquisa é realizada. Além de ficar pela primeira vez abaixo de 10%, é a mais baixa da série, que se iniciou em 1996. “Para se ter uma idéia, a taxa que mais se aproxima da RMBH é a de Porto Alegre, que registrou 11,9%. Em seguida vem São Paulo com 13,9%, Distrito Federal com 16,9%, e Salvador e Recife empatadas em 20,6%”, explicou o pesquisador Plínio de Campos Souza, da Fundação João Pinheiro. A média das seis regiões ficou em 14,6%. Veja em fotos quadro sobre a PED na RMBH

Pesquisa vai avaliar situação do Médio Rio São Francisco

FOTO RENATA LOPES


AM

Rio São FranciscoMONTES CLAROS (30/07/08) - O Banco do Nordeste divulgou a lista de 11 trabalhos científicos que serão apoiados por intermédio do Programa BNB/Etene Teses e Dissertação. Um deles é o projeto "Médio São Francisco: planejamento regional, gestão e ordenamento territorial", de Simone Maria de Jesus, do mestrado em Desenvolvimento Social (PPGDS), da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O trabalho da mestranda da Unimontes foi o único contemplado em Minas Gerais. O programa do BNB tem como objetivo incentivar a produção científica sobre temas de interesse regional, por meio de concessão de bolsas de mestrado e doutorado. Foram contemplados trabalhos nas áreas de sociologia, planejamento urbano e regional, geografia, meio ambiente e desenvolvimento regional. As pesquisas, apoiadas pelo Escritório de Estudos Técnicos Econômicos do Nordeste (Etene), serão realizadas por alunos dos cursos de pós-graduação stricto sensu de instituições públicas e particulares, sediadas na Região Nordeste ou na região Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo (área de atuação do BNB). O projeto de pesquisa da mestranda Simone Maria de Jesus visa promover uma análise do processo de desenvolvimento da bacia do Rio São Francisco, principalmente, em sua área em Minas Gerais. De acordo com a proposta aprovada junto ao Banco do Nordeste, o objetivo é realizar um diagnóstico sobre todos os projetos implementados no Médio São Francisco, levantando também a liberação de verbas para a região e quais os investimentos foram feitos. Ainda deverá ser realizado estudo histórico sobre os planos que tiveram como meta a revitalização da bacia e quais foram os resultados das medidas. “Os resultados da pesquisa serão extremamente importantes para se compreender o processo de desenvolvimento da bacia do São Francisco em Minas Gerais. Poderemos saber até que ponto os planos governamentais e as políticas públicas, de modo geral, têm provocado impactos socioeconômicos e mudado a realidade da região”, afirma a professora Simone Narciso Lessa, do mestrado em Desenvolvimento Social da Unimontes e que também é a orientadora do projeto de pesquisa.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE E JUÍZA CASSA CANDIDATURA DO PREFEITO DE

FOTOS WILSON MEDEIROS
FONTE JORNAL O NORTE DE MINAS

O prefeito Warmillon Braga discursando em
Pirapora
Da Redação
Um decisão anunciada ontem, terça-feira, a juíza eleitoral da comarca de Pirapora, Wstânia Barbosa Gonçalves, julgou procedente pedido de impugnação da candidatura à reeleição do prefeito Warmillon Fonseca Braga e de seu colega de chapa, o vice Djuliane Dias Vieira, com base na
vida pregeressa do pré-candidato Warmillon Fonseca Braga, devido ao não preenchimento do requisito constitucional insculpido no art. 14, § 9º c/c 37, CF.
A impugnação foi oferecida pelo ministério público eleitoral, que se baseou nos extratos de andamento de ações oriundas das comarcas de Pirapora, Coração de Jesus e Montes Claros e, também, de competência originária do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, onde Warmillon, segundo a promotoria, responde, dentre outros, a três processos de natureza cível na comarca de Pirapora, relativos a uma ação popular (nº 51207. 042095-9), uma ação civil pública (nº 51205. 027474-9) e uma ação de improbidade administrativa (nº 51206.032493); oito processos na comarca de Coração de Jesus, sendo sete de natureza cível e uma criminal, quais sejam, duas ações relativas a ação civil pública, cinco ações concernentes a improbidade administrativa e uma ação penal relativa a crime contra a administração pública; um processo na comarca de Montes Claros referente a ação civil pública distribuída sob o nº 43306.174243-6; e dois processos criminais de competência do TJMG, um concernente a crime contra o costume e outro relativo a crime da legislação complementar.
PIRAPORA NOSSA
Paralelamente, a coligação Pirapora nossa, através de seu representante legal, Everaldino Neto Rocha, apresentou a impugnação da chapa situacionista, aduzindo que este (Warmillon) não atende aos requisitos de elegibilidade, ante sua vida pregressa desabonadora, possuindo má conduta ética, moral e de probidade, uma vez que responde a mais de dez processos cíveis e criminais, em curso nas comarcas de Pirapora, Coração de Jesus e Montes Claros, no Tribunal de Justiça deste estado e no Tribunal Regional Federal 1ª Região, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, a maioria por improbidade administrativa, além de um crime contra os costumes (estupro). Além desses fatos, sustenta a coligação impugnante que o pré-candidato foi processado pela comprovada prática de crime eleitoral por abuso de poder econômico, propaganda eleitoral extemporânea, uso de bens e obras da prefeitura municipal de Pirapora, bem como das prerrogativas do cargo de prefeito em benefício próprio, para captação ilícita de sufrágio.
DEFESA
Notificado, o candidato da situação alegou que nenhuma das ações apontadas transitou em julgado; que não há hipótese de inelegibilidade baseada na investigação da vida pregressa do futuro candidato; que deve prevalecer o princípio da presunção de inocência; que a interpretação que os impugnantes querem fazer prevalecer é o mesmo que retornar aos tempos da ditadura, e em um país de perseguições políticas infundadas, permitir que o simples ajuizamento dessas ações implique automaticamente em inelegibilidade é deixar à discricionariedade do ministério público e aos adversários políticos a escolha dos candidatos.
SENTENÇA
Ouvido novamente o MP, a juíza Wstânia Barbosa concluiu que, na verdade, se trata apenas de matéria de direito, cabendo perfeitamente o julgamento antecipado da lide, sem a necessidade de dilação probatória, isto porque cinge-se a questão com fundamento nas certidões de antecedentes cíveis e criminais jungidas aos autos, além da vasta documentação apresentada.
Isto posto, decidiu pela impugnação da candidatura de Warmilon Braga e de seu vice Djuliane Vieira.

ASSIM NÃO DÁ - Moradores da Vila Áurea II fazem apelo à prefeitura

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Paula MachadoRepórter
· O prefeito é a pessoa responsável por garantir o bem-estar e uma boa qualidade de vida para a população da cidade onde comanda. Uma definição correta, mas que não é exercida em Montes Claros, como afirmam moradores do Bairro Vila Áurea II. Lá o descaso e o abandono reinam de forma absoluta. O bairro no momento não é prioridade como afirmou a secretaria da Governança Solidária, Márcia Saraiva em visita ao local, revelam os moradores. Mas isso não é o que eles pensam os moradores, já que anseiam por melhores qualidades de vida. O bairro possui em sua maior parte, ruas de terra, com os canos que distribuem à água a mostra. Muitas vezes quebrados e consertados pelos próprios moradores do local. Barrancos altos e sem proteção – um perigo para as várias crianças que brincam nas ruas. Em alguns trechos falta iluminação e em algumas ruas em determinado horário não é mais possível obter água.
- A prefeitura fala que não reconhece essa rua, que ela não existe. Mas na hora de cobrar água, luz e o IPTU das pessoas ela se lembra da gente – afirma dona Maria Aparecida Soares Mota.
Segundo ela, os moradores se recusam a pagar o IPTU, visto que não recebem da prefeitura nenhum benefício. Além da falta de asfalto, falta de iluminação e água em alguns trechos do bairro, dona Maria Aparecida comenta de outros perigos e dificuldades que enfrentam na Vila.
- A menina de minha vizinha mesmo levou três mordidas de escorpiões. Foi parar no hospital às pressas. E outro dia, um menino caiu de um barraco e foi parar na casa de uma vizinha nossa, ele deu sorte que não machucou muito. Só sofreu uns arranhões. A altura a que ele caiu foi muito alta. Ainda bem que Deus tava com ele. Afinal é só Deus para olhar pra gente – diz ela indignada.
Como afirma dona Maria Aparecida, depois da queda da criança, decidiram fazer então um abaixo assinado e levaram até a prefeitura que não resolveu nada. A TV grande Minas foi ao local fazer reportagem e também não resolveu nada. Segundo dona Maria, a comunidade ainda continua esquecida perante os olhos da prefeitura.
- A Rua Tersália, que é a principal do bairro, já teve promessas de que iria ser asfaltada por muitos prefeitos e nenhum deles fez nada. Estavam surgindo boatos de que asfaltariam a Rua Arthur Pereira e de que colocariam um ônibus para circular no bairro. Mas até agora não saiu do papel. Recebo o IPTU toda vez, mas não pago! Só vou pagar quando forem feitas benfeitorias no meu bairro – diz revoltado Francisco de Assis, primeiro morador do bairro.
De acordo com dona Maria de Fátima Santos Barbosa, viúva e mãe de sete filhos, o bairro precisa muito de iluminação, asfalto, transporte e qualidade de vida para que possam criar seus filhos com a dignidade e o respeito que merecem. Foi no quintal de dona Maria de Fátima que a criança caiu.
- O peguei desmaiado, de pernas para o ar. Não sei como não aconteceu nada pior, pela queda que ele tomou. Dei-o um pouco de água e o levei para o hospital – explica ela.
A opinião de dona Maria de Fátima é a opinião de todos os moradores do bairro que apelam mais uma vez ao prefeito para que possam ser atendidos, para que possam ter suas necessidades básicas sanadas como é o direito de todos os cidadãos.
- Eu tenho alergia e meu filho mais novo sofre de bronquite. Mas é impossível sarar com toda essa poeira – diz dona Maria de Fátima.
Assim Não Dá!

DER aumenta combate ao transporte clandestino no Estado

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instituição, superando as 6.234 operações efetuadas em todo ano de 2007. As abordagens durante as operações também aumentaram. Apenas no primeiro semestre ocorreram 206.896 abordagens, sendo que, no ano passado, esse número chegou a 245.112. Foram apreendidos 1.180 veículos até junho, 92% por realizar transporte clandestino no Estado. Ano passado, 2.448 veículos foram retirados de circulação. O assessor da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, Lindberg Garcia, destaca que as pessoas que utilizam o transporte clandestino correm diversos riscos. “Os veículos não possuem seguro de vida, muitas vezes não realizam manutenção periódica e preventiva, transportam pessoas acima da capacidade nominal do veículo, além de transportar; como constatado em algumas blitze; bagagem de procedência duvidosa como drogas por exemplo”, disse. “Estamos trabalhando para aumentar ainda mais a fiscalização. Recentemente, 53 veículos equipados com notebook conectados à internet, sirenes giroflex e megafones foram incorporados no combate aos perueiros, juntando-se as 25 já existentes”, informa o diretor-Geral do DER, José Elcio Santos Monteze. “Também, realizamos concurso para contratação de 234 novos fiscais. Esperamos que estes novos agentes já comecem a atuar a partir de dezembro. Claro que ainda temos muito para avançar, mas nunca se investiu tanto nesta área”, disse. Atualmente, 8.767 veículos estão cadastrados no DER para realizar o transporte intermunicipal fretado de passageiros. Desses, 1,5 mil são vans. Antes de assinar contrato de fretamento, o interessado deve procurar saber as condições dos veículos. Por meio do telefone (31) 3379-1124, o DER informa as condições dos veículos cadastrados para a prestação do serviço. Novas Linhas Em março, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) passou a disponibilizar 46 novas linhas de ônibus para atender à demanda e melhorar a qualidade de atendimento do transporte coletivo da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Foram beneficiadas cerca de 60 mil pessoas de 15 municípios da RMBH. Ribeirão das Neves é a cidade que conta com o maior número de novas linhas, 15, seguida de Ibirité com seis novos itinerários, e Vespasiano, com cinco. As tarifas variam de R$ 1,60 a R$ 3,10, com oito preços diferentes. Para que as novas linhas fossem integradas ao sistema, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) realizou uma pesquisa de demanda dos usuários, que apontou a viabilidade dos novos itinerários. Dessas 46 linhas, apenas quatro passam pelo Centro de Belo Horizonte. “Esse serviço proporciona aos usuários uma economia de tempo, pois as viagens são mais rápidas já que os ônibus circulam por trajetos mais adequados ao desejo da população”, explica o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Fuad Noman. A criação das novas linhas foi possível em função da licitação do sistema de transporte público por ônibus, da RMBH, realizada pela Setop e que permite disponibilização de novos serviços, como a criação de atendimentos complementares
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) realizou 9.356 blitze, no primeiro semestre deste ano, nas rodovias sob responsabilidade da , quando necessários.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Minas lança prêmio para o teatro, dança e circo

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Artistas cênicos de todo o Estado já podem se preparar para a 2ª edição do Cena Minas – Prêmio Estado de Minas Gerais de Artes Cênicas, que terá seu edital lançado nesta quinta-feira (31), às 10h30, nos Jardins Internos do Palácio das Artes. Por meio do edital, o Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Cultura e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em parceria com o Instituto Cultural Sérgio Magnani, concede premiação no valor de R$ 1 milhão. Três categorias serão contempladas: manutenção de espaços de grupos de teatro e dança, formação de público e equipamentos e materiais para circos. Criado no ano passado, o prêmio se consolida como um instrumento de fomento cultural, que se soma à Lei Estadual de Incentivo à Cultura, ao Fundo Estadual de Cultura e a outros mecanismos de estímulo à arte no Estado. “O cenário cultural extremamente rico e dinâmico de Minas conta com mais um mecanismo que proporciona sustentabilidade à produção artística no Estado. Temos a convicção de que, com o apoio e a participação dos diversos segmentos que compõem a produção das artes cênicas em Minas, como os profissionais das áreas de dança, teatro e representantes do circo, caminhamos no sentido de dinamizar não apenas recursos, mas uma política pública que leva em conta as expectativas e demandas de artistas e produtores”, afirma a secretária de Estado de Cultura, Eleonora Santa Rosa. Os objetivos da premiação são fortalecer o teatro, a dança e o circo; possibilitar melhores condições de trabalho para os artistas cênicos; incentivar a pesquisa de linguagens; favorecer a circulação de informações; beneficiar diretamente a população das diversas regiões do Estado; contribuir para a formação de público, especialmente de crianças e jovens; e facilitar o acesso ao conhecimento e a produções de qualidade. Serão destinados R$ 480 mil à categoria manutenção de espaços de grupos de teatro e dança; R$ 360 mil à categoria formação de público; e R$ 160 mil à categoria equipamentos e materiais para circo. As inscrições devem ser feitas de 1º de agosto a 10 de setembro de 2008, na Secretaria de Estado de Cultura (Praça da Liberdade, 317 – Funcionários – Belo Horizonte), das 10 às 16 horas. O edital, o formulário e a documentação exigidos estarão disponíveis nos sites http://www.cultura.mg.gov.br/e http://www.institutosergiomagnani.org.br/ a partir do dia 1º de agosto. Incentivo para uma arte milenar O circo é umas das mais antigas artes de espetáculos do mundo. Uma expressão artística de fundamental importância e um dos mais relevantes produtores e divulgadores da cultura popular. Apesar disso, os circos atualmente enfrentam desafios de toda ordem para poderem realizar seu trabalho. Para manter viva e saudável essa modalidade artística, a Secretaria de Estado de Cultura, por meio do Cena Minas, propicia o investimento na renovação e na manutenção de equipamentos, lonas, figurinos e outros materiais essenciais para a revitalização da tradição circense. No site da Secretaria de Estado de Cultura também estará disponível uma cartilha, produzida no ano passado, que visa orientar interessados sobre como se tornar parceiros do circo. Serviço: Evento: Lançamento do ‘Cena Minas – Prêmio Estado de Minas Gerais de Artes Cênicas’ Local: Jardins Internos do Palácio das Artes - avenida Afonso Pena, 1537 - Centro Data/Horário: dia 31 de julho (quinta-feira), às 10h30.

Espaço dedicado à cultura jovem

FOTOS WILSON.MEDEIROS

Samuel FagundesRepórter
Uma das principais reivindicações dos jovens na conferência municipal da Juventude (realizada no inicio do ano pela Coordenadoria da Juventude) era de se ter um local apropriado para a realização de eventos, e que funcionasse como sede para o Centro da Juventude. Isso foi possibilitado com a criação da Casa da Juventude, inaugurada no dia 21 de junho deste ano.
PROJETOS
Alem da realização de shows, a coordenadoria está elaborando projetos para a criação de oficinas, palestras e cursos profissionalizantes para jovens dos 15 aos 29 anos. Para a realização dos eventos ainda falta o alvará de segurança, que será emitido no próximo mês.
A Casa da Juventude se propõe a promover shows de maneira gratuita, mas que sejam bem organizados e que dêem espaço a todos os estilos musicais, de axé e sertanejo ao mais pesado rock in roll. Para isso serão realizadas reuniões semanais com todos os inscritos para que tudo seja acertado e agendado até o fim do ano. – O pensamento é que seja um centro de referencia para as bandas da cidade, para que partindo daqui elas possam evoluir e quem sabe conseguir um reconhecimento nacional – diz Danilo Dantas, gerente administrativo da Casa da Juventude.
SHOW
O próximo evento será nos dias 09 e 10 de agosto com seis bandas, sendo três no sábado e três no domingo a partir das 16h00 nos dois dias. Já estão abertas as inscrições para bandas e músicos que queiram participar desses e de outros shows. Quarentas bandas já se inscreveram.
A Casa da Juventude funciona a Rua Raio Cristoff, 310, Centro.





Definido projeto da Casa da Imprensa



Fachada lateral da Casa da Imprensa do Norte de Minas
Nágila AlmeidaColaboração para O NORTE.

Casa da Imprensa do Norte de Minas já tem projeto definido para sua construção. Concebido e doado pela arquiteta e urbanista Viviane Marques, o projeto foi apresentado no último dia 25 de julho, em reunião com parte da comissão encarregada da retomada da construção da Casa: a presidente Felicidade Tupinambá, Aldecy Xavier e Elpídio Rocha Neto.
De acordo com a Arquiteta Viviane Marques, “considerando a imagem da instituição e o que ela representa para a sociedade, o projeto foi elaborado buscando elementos da arquitetura contemporânea. Ele é composto por estrutura de vidro, símbolo de um espaço de transparência e sem fronteiras, como deve ser a imprensa”. Marca a composição ainda, a relação entre quatro estruturas paralelas unidas, ora pela água, ora pelas passarelas de circulação.
PROJETO
O projeto prevê espaços livres para exposição, auditório para 200 lugares, biblioteca, telecentro, salas de reunião, recepção, estúdio de rádio e TV. O próximo passo será a análise técnica, na qual permitirá saber o valor da obra como um todo. “Só então, terão início as campanhas de doação e ajudas com as quais os trabalhadores da imprensa esperam construir sua casa”, explica Felicidade Tupinambá.
Ela completa que “muitas pessoas têm oferecido ajuda de forma espontânea. Entretanto, contamos com todos que têm a imprensa como parceira. A imprensa precisa ser abrigada com a dignidade que ela merece” considerou a presidente ao agradecer a doação do projeto.
OBRAS
Nos próximos dias, os serviços de limpeza do lote para início propriamente dito da obra serão concluídos e será convocada uma assembléia dos profissionais da imprensa no local para o lançamento da pedra fundamental e início efetivo da obra.
Outras informações no site http://www.casadaimprensa.com.br/. A intenção é divulgar o andamento da construção ao longo da efetivação do projeto e estimular o apoio de empresas e lideranças.

TRE lança campanha contra compra de votos e caixa

FOTOS WILSON MEDEIROS

· Os jornais mineiros de hoje circulam com a notícia de que o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais lança nesta semana ação para alertar eleitores contra a compra de votos e o caixa dois durante a campanha nas eleições 2008.
Serão distribuídas mensagens educativas para as emissoras de rádio de todo o estado, com uma linguagem acessível ao grande público. Segundo o presidente do Tribunal, desembargador Almeida Melo, as ações têm como objetivo o esclarecimento dos cidadãos sobre a captação ilícita de votos - fato que culminou na cassação de vários prefeitos e vereadores eleitos em 2004 - e o uso irregular de recursos de campanha.
Também serão enviados ofícios a todos os senadores, deputados federais e estaduais de Minas solicitando a colaboração nesse esforço de esclarecimento da população sobre as normas da eleição

Escolas investem em projetos culturais

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A diretora Maria Selma afirma que as aulas recomeçam com força total.
Paula MachadoRepórter
Depois de quinze dias de férias, alunos de todo o Brasil voltam às aulas. E isso não é diferente em Montes Claros. Depois de se divertirem muito, os alunos agora têm que se concentrar para dar o melhor de si e tirar boas notas nas escolas.
- Eu fui para roça, andei a cavalo, lacei bezerros e tirei leite de vaca. Eu adoro mexer com o gado. Acho muito interessante mexer com animais. Mas vou gostar de voltar a estudar, vou me aprofundar mais nas matérias para tirar notas boas, para que no final do ano eu possa ir de novo para a roça – afirma Nadson Medeiros, aluno da sexta série do colégio Antônio Figueira.
A diretora Maria Selma alegou que o primeiro semestre foi muito proveitoso tanto para a escola para também para os alunos.
- Foram realizados vários projetos significativos como o sarau poético, a festa junina do colégio, os jogos internos no seu nono ano, entre outros projetos. Não alcançamos os cem por cento, mas garantimos aí uns noventa e nove por cento de aproveitamento – diz Maria Selma.
A escola é uma das escolhidas entre outras duas na cidade como participante da rede de escolas referências. A aprovação se deu por projetos e propostas apresentadas à comissão organizadora da rede de escolas referências. Atualmente a instituição conta com 897 alunos aproximadamente.
- Elaboramos nossos planos baseando nas avaliações sistêmicas. Já fizemos até uma reunião de pais. Toda escola pode fazer a diferença e nós queremos fazer também – explica ela.
Como Maria Selma revela, nesse segundo semestre de ensino, o foco será trabalhar com os escritores que ainda não foram consagrados. Dar ênfase na leitura e na escrita. O objetivo maior é ver os alunos produzindo bem, escrevendo e lendo fluentemente. Preparar os alunos para atuarem como cidadãos competentes.
De acordo com ela, obtiveram um resultado positivo e buscam mantê-lo. Para ela e para a escola é necessário buscar melhorar o máximo possível. E com o apoio das famílias, como ela ressalta, está sendo possível. Adianta ainda que no segundo semestre será dado ênfase nas turmas que serão avaliadas, no que foi elaborado de acordo com as necessidades de cada turma e aluno.
- Buscamos sempre que os alunos estejam em cima da média. Para que nossos estudantes possam ser aprovados precisam obter sessenta por cento dos conhecimentos básicos do que foi avaliado no decorrer do ano – diz ela.
A cultura sempre é inserida nos estudos dos alunos, principalmente nas matérias de história e geografia, sempre buscando a realidade da cidade.

Brincadeira de criança que mata adultos

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Fabíola CangussuRepórter
O corpo de bombeiros de Montes Claros atendeu nos últimos 10 dias 3 casos de motoqueiros que foram vítimas de linha de cerol e pede a sociedade para se precaver contra esse tipo de acidente.
O subtenente do CB Célio de Araújo informou que desde junho a corporação está realizando campanha preventiva contra o uso de cerol, porém nos últimos dias três incidentes foram registrados na cidade. Segundo dados da Associação Brasileira de Motociclistas, são mais de 100 acidentes por ano, sendo que 25% deles são fatais.
-Na manhã desta segunda uma moça de 22 anos foi atingida com linha de cerol, sendo que num dia antes, José Ribeiro Medeiros, 31 anos, entregador de pizza, também sofreu ferimentos graves do pescoço. Para evitarmos mal maior todos têm que fazer sua parte – revela Subtenente Célio.
- Sabemos que as pessoas precisam se conscientizar sobre as vidas que são colocadas em risco quando usam cerol. Porém por mais campanhas de esclarecimento que fazemos, os casos continuam ocorrendo. A solução é pedirmos às empresas que utilizam os serviços de motoqueiros que equipem as motos com antenas protetoras – comenta o subtenente.
Segundo o corpo de bombeiro, se as pessoas não se protegerem o mês de agosto pode ser marcado por tragédia, uma vez que se caracteriza por um período de ventos que beneficiam o empinar pipas.
MEDIDAS
- Os pais também têm a obrigação de conversar com os filhos sobre o risco e exercer o papel fiscalizador, pois são responsabilizados pelos danos causados com o uso de cerol. Os responsáveis pelos menores podem pagar multas de R$100 a R$1.000, além de cumprir penas que variam de 3 meses a 1 ano de detenção. Em casos mais graves a pena pode chegar 5 anos de prisão – ressalta o subtenente.
O corpo de bombeiro esclarece que cerol é um verdadeiro vilão, uma mistura de cola com vidro que a garotada aprendeu a usar para tentar cortar a pipa dos outros. Embora pareça divertido, inúmeros casos de morte são registrados por cortes da linha.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

GOVERNO PREOCUPA COM MEIO AMBIENTE

IGNACIO COSTA


Criado em 2004 para estimular a mudança de comportamento entre servidores públicos para a adoção de critérios ambientais corretos e práticas sustentáveis no ambiente de trabalho, o Programa AmbientAÇÃO inicia uma nova fase. A Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) firmou em junho um termo de parceria com a Ambiente Brasil, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) com sede em Viçosa, na Zona da Mata mineira.

A organização não-governamental é a responsável, pelo prazo de um ano, a partir da data de assinatura da parceria, pela consolidação do programa nas 29 instituições do Governo de Minas, nas quais já está em funcionamento, e pela implantação em outras 11 instituições do governo estadual.

A gestão do AmbientAÇÃO continua sob a responsabilidade da Feam. A novidade é que a avaliação dos resultados será feita pela Comissão de Acompanhamento e Avaliação (CAA) composta por um membro da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), um representante da Feam, um da Oscip, um do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e um especialista, indicado pelo dirigente máximo de cada órgão.

Entre as atribuições da Oscip estão o monitoramento e o aperfeiçoamento do programa nos locais em que ele já existe e a sua implementação por meio de coleta seletiva e campanhas que busquem a redução do consumo de papel A4, copo descartável, água e energia, em 11 instituições. Caberá à Feam acompanhar, supervisionar e fiscalizar a execução dos trabalhos.

Para fazer a gestão do programa nos locais onde ele já existe e promover a implantação nos demais, a Ambiente Brasil receberá recursos no valor de R$ 731.930,68.

O coordenador geral do Ambiente Brasil, Luiz Fontes, informa que foram contratados oito gestores ambientais para realizar o trabalho. Fontes assegura que conseguirá superar a meta estabelecida e exemplifica: “Não está no termo de parceria, mas pretendemos levar a experiência implantada em Araxá para o município de Viçosa, onde está a sede do Ambiente Brasil”.

Ele informa que em 60 dias terá início a implantação do AmbientAÇÃO nos prédios da administração municipal de Viçosa, o que deve envolver cerca de 300 servidores. Outra iniciativa anunciada por Fontes é a realização de um curso, em agosto, no Espaço de Vivência Ambiental da Oscip, com os gestores ambientais contratados, que vai abordar os fundamentos de educação ambiental e ciências naturais. “O objetivo é potencializar o trabalho e ampliar os horizontes de educação ambiental”, afirma Fontes.

“A motivação maior é que o AmbientAÇÃO é um programa vitorioso e a educação ambiental está no DNA da Oscip, que trabalha há anos na consolidação da cidadania pela educação ambiental. Acompanhamos o AmbientAÇÃO desde o início e quando surgiu a oportunidade, nós entramos para vencer, considerando a experiência que temos, podemos agregar valor”, conclui o ambientalista.

Outra novidade que veio com a parceria é que agora o programa vai dar prêmios, no valor total de R$ 15 mil, a ser concedido para os órgãos que apresentarem os melhores resultados. A expectativa é que o reconhecimento dos melhores desempenhos vai estimular o desenvolvimento e consolidação do programa nas diversas instituições.

Mudança de comportamento

A experiência desenvolvida pelo AmbientAÇÃO já está sendo replicada em outros estados. Em 2005, a equipe do programa promoveu oficinas com técnicos da Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso. Em 2007 foi a vez de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Bahia e para este ano está prevista a assinatura de um convênio de cooperação técnica com o governo de Goiás.

O programa atinge atualmente 36 instituições e 33 prédios do Governo de Minas Gerais, com envolvimento de cerca de 10 mil funcionários públicos. O AmbientAÇÃO se encontra em fases diferentes nas instituições, mas a estimativa é que 8 toneladas/mês de materiais potencialmente recicláveis deixaram de ir para o aterro e agora são doadas para associações de catadores que revendem e assim obtêm uma renda melhor para seus integrantes.

Adriana Portela, suplente de tesoureiro da Associação de Catadores de Material Reciclável de Belo Horizonte (Associrecicle), cooperativa que reúne 22 catadores e que há três anos recolhe os resíduos do prédio do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema), Complexo do Palácio, na Praça da Liberdade e Secretaria Estadual de Cultura, informa que a parceria facilitou o trabalho. “Só a gente entra no local onde fica depositado o material, não tem que disputar com outros catadores”. Ela informa também que houve ganho de 10% na renda de cada catador, passando de R$ 300 para R$ 330 por mês.

Economia de recursos

Reconhecido nacionalmente por diversos prêmios conquistados, entre eles o Prêmio Ford, em 2006, na categoria Educação Ambiental, o Programa AmbientAÇÃO foi implantado inicialmente nos prédios do Sisema onde teve início o monitoramento do consumo de materiais e recursos. Entre eles, o mais significativo foi a redução no consumo de papel.

O técnico do Programa AmbientAÇÃO, Ricardo Botelho Tostes Ferreira, informa que no período 2006/2007 a redução de consumo de papel proporcionou uma economia de mais de R$ 12 mil/ ano. O ganho ambiental também é significativo: 40 árvores adultas foram poupadas e evitou-se o consumo de mais de 1 milhão e 400 mil litros de água que seriam usados para a fabricação do papel. Este volume seria o suficiente para abastecer, durante um ano, cinco residências com quatro pessoas cada.

Nos primeiros seis meses de 2008, comparado ao mesmo período de 2007, houve uma redução no consumo de folhas de papel Ar da ordem de 6,79% no consumo individual. Mas o mais significativo é que o consumo tem caído, como explica Ricardo Botelho. “Em 2004 a média de consumo de folhas per capita no Sisema era de 300 folhas, em 2005 foi de 250, em 2006 caiu para 200, resultado idêntico em 2007, mas até o final de 2008, devemos diminuir mais ainda, pois estamos retirando as impressoras nos setores e disponibilizando para os departamentos”, informa.

Veja em fotos os quadros com o consumo de papel.

Órgãos em que o AmbientAÇÃO já está implantado

Secretaria Estadual de Cultura, Servas, Prodemge, Gabinete Militar, Companhia de Guardas, Ouvidoria, Secretaria Estadual de Governo, Vice-Governadoria, Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão, Sisema (Semad, Igam, Feam, IEF, Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Escritórios Regionais do IEF) DER, Secretaria de Estado, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Órgãos públicos onde o programa será implantado em 2008

Secretaria de Estado da Fazenda, Fapemig, Sedru, Cohab, Uemg (reitoria e Escola de Design), Secretaria de Estado de Esportes e Juventude , Utramig, Fundação João Pinheiro, Rádio Inconfidência, Setop, Deop.

Minas abraça a campanha Proteja Nossas Crianças

DIVULGAÇÃO

AM
O número de denúncias envolvendo violência doméstica contra crianças e adolescentes por meio do Disque Direitos Humanos (DDH – 0800-31-11-19) cresceu 90% após o lançamento, no dia 19 de junho passado, da segunda etapa da campanha Proteja Nossas Crianças, voltada especificamente para esse tipo de crime. O aumento é em comparação com a média dos 12 meses anteriores ao lançamento da campanha, que teve início em 15 de maio. O foco da primeira etapa foram as denúncias contra a exploração sexual e o serviço registrou um crescimento cinco vezes maior no número de chamadas, também comparados aos 12 meses anteriores. De abril de 2007 a abril deste ano, o serviço recebeu 1.632 denúncias relacionadas à violência doméstica, média de 136 por mês. Já em um mês de campanha (19 de junho a 19 de julho), 259 denúncias foram feitas. Violência física é o tipo de crime mais denunciado com 120 ligações, ou seja, 46% das chamadas ao serviço do DDH. Outras denúncias são para abuso, violência e exploração sexual, negligência, abandono e violência psicológica. A maioria das denúncias é encaminhada para os conselhos tutelares. Alguns casos são direcionados às promotorias da infância, delegacias especializadas e secretarias municipais de assistência social. O secretário de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) em exercício, Juliano Fisicaro, destaca o envolvimento da sociedade na campanha. “Esse resultado demonstra que a população está respondendo de forma positiva e que se sensibilizou pela causa. Esperamos que essas denúncias aumentem cada vez mais, pois a participação da sociedade é o principal mecanismo para combater esses tipos de crimes”, disse. Coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), a Campanha Proteja Nossas Crianças tem como objetivo sensibilizar a população quanto à importância da denúncia de casos de crimes domésticos contra esse público pelo DDH. Para mobilizar e envolver a população, a campanha conta com a parceria de veículos de comunicação que exibem um filme sobre violência doméstica. O mesmo material é divulgado em forma de spots nas rádios de Minas. Jornais e revistas também veiculam anúncios com os temas da campanha. No filme, são mostrados adultos com cicatrizes no corpo formando palavras fortes como dor, violência, abuso gravadas na pele. O objetivo é chamar a atenção da população para a importância de proteger as crianças e mostrar que algumas feridas não se tornam apenas cicatrizes, mas ficam marcadas por toda a vida. Campanha A campanha é reforçada com adesivos para caminhões e automóveis, panfletos e placas à beira de rodovias, sempre com o tema “Proteja nossas crianças”, com ênfase para o Disque Direitos Humanos. O material deixa claro que a ligação é gratuita e o denunciante tem a identidade preservada. Ampliação O Disque Direitos Humanos da Sedese, está operando com funcionamento ampliado. Para que as pessoas tenham mais tempo de registrarem suas denúncias, o horário de atendimento (8h às 20h) foi estendido até as 22h. Além disso, o sistema está sendo reformulado para que as demandas cheguem a seus destinos com maior agilidade. Essa atualização visa maior presteza no registro, encaminhamento e solução dos casos apresentados aos responsáveis pelo serviço.

COMERCIANTES DO MERCADO MUNICIPAL PREOCUPADOS COM FUNCIONAMENTO DO RESTAURANTE POPULAR

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Samuel NunesRepórter
Aconteceu um erro por parte da prefeitura, ninguém conversou com nenhum dos proprietários de restaurantes aqui do mercado para saber a nossa opinião, quanto a construção do restaurante popular que fica a poucos metros daqui. Estou revoltado com o prefeito por ter agido desta forma - este é o desabafo de Júnior Soares Santos, proprietário de restaurante no mercado municipal. Ele se mostra preocupado com o futuro do seu comércio, já que de cada 10 donos de restaurantes, seis têm a mesma opinião com relação aos reflexos negativos e as conseqüências que o restaurante popular pode provocar.
DEMISSÃOJúnior Soares Santos revela que com o funcionamento do restaurante popular o movimento em seu estabelecimento comercial pode cair em até 50% o que o levará a demitir alguns funcionários. – É a primeira medida que vou tomar, pois o percentual de vendas vai cair – afirma.
O comerciante diz ainda que faltou união no sentido de organizar a classe e formar por exemplo, uma associação que defendesse a categoria e que buscasse uma alternativa junto a prefeitura para que não fosse construído o restaurante popular nas imediações do mercado municipal.
PARADO
Para a comerciante Valdivina Pereira de Oliveira, 90% dos comerciantes que trabalham com vendas de pratos feitos e refeição, sofrerão impacto negativo com a vinda do restaurante popular. – Este restaurante não deveria ser construído tão próximo do mercado municipal. Como sugestão, acho que um local estratégico seria no interior da Praça de Esportes, tendo em vista o grande o número de lojistas ao entorno e que não tem tempo de ir às suas casas almoçarem.
A comerciante afirma que o movimento no mercado está ainda não está funcionando baixo, tendo no caso dela que trabalhar de forma intensa no sábado e domingo para pagar o prejuízo que geralmente tem durante a semana.
ATRAÇÃO
Dalva Santos trabalha há 19 anos no interior do mercado municipal e também se mostra preocupado com os possíveis prejuízos que poderá ter com o funcionamento do restaurante popular. – Moramos no mercado, só vamos em casa para dormir. Foi um erro não ter nos chamado para uma conversa. Estamos aqui jogados à traça. Agora se abrisse uma rampa dentro do mercado, dando acesso direto ao restaurante popular, poderia de certa forma aumentar o movimento no mercado, pois está totalmente parado. Só vem a aumentar um pouco na hora do almoço e nos finais de semana, aqui deve ter uma atração a mais para os freqüentadores.
POPULAR
Todos os entrevistados não souberam dizer quem venceu a licitação para trabalhar no restaurante popular.
A reportagem entrou em contato com a secretaria de Comunicação da prefeitura solicitando respostas para as indagações dos comerciantes, porém até o fechamento desta edição ninguém respondeu.

Candidatos se preparam para a festa da democracia

FOTO JAILSON ALENCAR

· Esta foto, feita dias atrás, durante homenagem ao presidente do INDI, Jamil Habib Cury, mostra a disposição dos candidatos a prefeito de Montes Claros para as eleições de 5 de outubro. Nela, como se selassem um pacto para a democracia, o prefeito Athos Avelino – PPS, o professor e empresário Ruy Muniz – DEM e o ex-prefeito Tadeu Leite – PMDB, os dois últimos também deputados estaduais, prenunciam uma disputa acirrada, porém civilizada, que poderá desaguar no segundo turno. Ou não.
Os três intensificam a visita domiciliar ao eleitorado, a realização de reuniões setoriais, articulações visando ao apoio de lideranças e à consolidação da chapa de candidatos a vereador.
Do lado de cá, o eleitor aguarda a propaganda eleitoral no rádio e na TV, a partir da segunda quinzena de agosto, para decidir em quem votar, certo de que está em jogo o futuro de Montes Claros.

Termina nesta quinta-feira prazo para pagamento do IPVA

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Os proprietários de veículos com placa de final de 1 a 5 e que não pagaram o IPVA relativo a 2008 têm prazo até a próxima quinta-feira (31) para regularizar sua situação e receber o Certificado de Registro e Propriedade do Veículo (CRLV). Este documento, emitido pelo Detran/MG, é de porte obrigatório e será exigido a partir de 1º de agosto. Sem ele, o motorista poderá ter seu carro apreendido, pagar multa de R$ 191,53 e perder sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em razão da greve dos Correios, que terminou na terça-feira (22), o Detran/MG decidiu prorrogar para 1º de setembro o prazo para começar a exigir o CRLV dos proprietários de veículos com placa de final de 6 a 0. Desta forma, aqueles que ainda não pagaram o IPVA 2008 tem até 31 de agosto para tomar essa providência. De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), cerca de um milhão de contribuintes continuam omissos do pagamento do IPVA e também da Taxa de Licenciamento. Essa pendência, bem como o não pagamento do seguro obrigatório e de eventuais multas, impede o Detran/MG de emitir o CRLV. Segundo o órgão de trânsito, já foram entregues mais de 3,6 milhões de certificados aos contribuintes, para uma frota total da ordem de 5,2 milhões de veículos. A diferença se refere àqueles que ainda têm alguma pendência e também aos que já regularizaram e irão receber o CRLV pelos Correios. Para isso, é preciso que o endereço do contribuinte esteja atualizado junto ao Detran/MG. No site http://www.detrannet.mg.gov.br/ é possível verificar a real situação do veículo e atualizar o endereço. Para pagar o IPVA, basta ao interessado se dirigir a uma agência de um dos bancos credenciados (Banco do Brasil, Bancoob, Bradesco, Itaú, Mercantil do Brasil ou Unibanco) e informar número do Renavam ou a placa do veículo. O sistema irá calcular o valor do imposto devido, incluindo juro e multa. O mesmo procedimento deve ser adotado em relação à Taxa de Licenciamento. Sem pendências, o CRLV será emitido e encaminhado para o proprietário do veículo.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

DER contrata empresa para avaliar viadutos e pontes no Estado

Bernadete Amado

Viadutos, pontes e trincheiras do Estado serão inspecionados pelo Governo de Minas. O levantamento será realizado por uma empresa contratada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG) e vai apontar o estado de conservação das estruturas de cerca de 1800 obras em todas as regiões de Minas. A informação é do diretor-geral do DER, José Élcio Santos Monteze. Ele estima que a empresa vencedora da licitação, Maia Melo Engenharia Ltda, inicie os serviços dentro de 30 dias. Os trabalhos de vistoria devem ser concluídos dentro de dois anos. José Élcio considera a inspeção fundamental para a manutenção do patrimônio. “De posse dos dados, podemos programar os reparos permanentes de trincheiras, passarelas, pontes e viadutos, prevenindo o processo de degradação”, disse. Ele aponta, ainda, a possibilidade de criação de um banco de dados que irá favorecer o gerenciamento das atividades, sobretudo no que se refere à programação orçamentária plurianual, permitindo a redução dos custos. Desgaste As variações climáticas são apontadas como uma das causas que mais contribuem para o desgaste das estruturas das obras. Os desmatamentos provocam problemas hidráulicos e, conseqüentemente, erosões e descalçamentos das estruturas, além do tráfego constante de veículos pesados e a idade avançada das obras. O levantamento vai verificar também se há infiltrações e a situação dos pilares de sustentação e ferragens. “O foco do nosso trabalho é a prevenção. Temos que fiscalizar com rigor cada obra e caso sejam detectados problemas nas estruturas, as intervenções no momento correto contribuem para custos menores”, avalia José Élcio.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

PROJETO: “ESPAÇO CULTURAL ILHA DA CULTURA”“

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Leandro Andrade ·Daqui a duzentos ou trezentos anos, ou mesmo mil anos – não se trata de exatidão – haverá uma vida nova. Nova e Feliz. Não tomaremos parte dessa vida é verdade... Mas é para ela que estamos vivendo hoje, é para ela que trabalhamos e, se bem que soframos, nós a criamos. E nisso está o objetivo de nossa existência aqui.” (Tchekhov, Três Irmãs).Guaranésia – MG“Ler é verbo transitivo direto, e a polissemia se revela na multiplicidade de complementos que a ele se pode dar”.(Magda Soares)INTRODUÇÃOSegundo pesquisas estatísticas do IBOPE, 25% dos brasileiros acima dos 15 anos têm domínio pleno de leitura e escrita; 38% dos brasileiros podem ser considerados analfabetos funcionais e 37% têm um patamar básico em localizar informações. Quando se levanta os índices de leitura em crianças, adolescentes e professores, desde o Ensino fundamental até a Universidade, estes índices são cada vez mais alarmantes.Diante desse contexto, cabe à Biblioteca Pública atuar como instituição democrática por excelência, e contribuir para que esta situação não se acentue ainda mais, propiciando oportunidade à leitura e a informação a todos. Ela deve ser um pólo de informação e leitura em uma comunidade, facilitando a introdução do livro e da leitura no viver diário das pessoas.Este projeto visa criar o Espaço Cultural “Ilha da Cultura” na comunidade Bairro Bom Jesus, envolvendo os bairros Bom Jesus Jardim Renovações, Vila Lopes, Vila Cruzeiro, no município de Guaranésia, MG. Este projeto visa oferecer um espaço à esta comunidade para uma Biblioteca Comunitária (Centro de Inclusão Social e Digital) e um espaço de valorização, promoção e incentivo a cultura. O cerne principal deste projeto é a promoção da leitura e a formação de leitores, bem como a formação de agentes culturais para realizar oficinas culturais, possibilitando a inserção social e digital, de forma a transformar os hábitos e incentivar a cultura e, principalmente, incentivar a leitura.Através de atividades lúdicas e de oficinas culturais, buscará uma melhor qualidade de vida, estabelecendo uma relação com o mundo, transformando a vida e propiciando a cidadania e a inclusão social e digital através da cultura.O projeto visa também à criação de peças de divulgação dos serviços oferecidos, serviços de informação para a cidadania, e de resgate da memória local. Abrirá suas portas para a comunidade local, realizando oficinas culturais e de capacitação de contadores de histórias, de origami, de brinquedos com sucatas, dentre outros. A comunidade será atendida através de ações de leitura com a circulação de livros em Caixas-Estantes propiciando a abrangência de espaços para as ações do Espaço Cultural.Este projeto tem como prerrogativa ser constituído de forma participativa, visando à inclusão sócio-cultural, que por meio da valorização da leitura, do livro e do acesso à informação pretende criar um espaço cultural que tem como objetivo principal ser um elemento transformador nesta comunidade.RESUMO DO PROJETO:O projeto envolverá sete focos: a comunidade do Bairro Bom Jesus, Jardim Renovação, Vila Lopes, Vila Cruzeiro, Parque Industrial as crianças da creche, Escola Municipal Olavo. O cerne principal do Projeto é a promoção da leitura e a formação de leitores, através do ludismo, da magia, do prazer, conectando as histórias lidas e ouvidas como obtenção de cultura e entretenimento e como busca de uma melhor qualidade de vida, estabelecendo uma relação com o mundo, transformando a vida e propiciando a cidadania e a inclusão social e digital. A construção dessa biblioteca comunitária (Centro de Inclusão Social e Digital) se dará através da mobilização, seleção e capacitação das comunidades envolvidas iniciativa privada. O projeto visa também à criação de peças de divulgação dos serviços oferecidos, serviços de informação para a cidadania, e de resgate da memória local. Abrirá suas portas para a comunidade local, realizando oficinas de capacitação de contadores de histórias, de origami, de brinquedos com sucatas, entre outros. A comunidade será atendida através de ações de leitura com a circulação de livros das Caixas-Estantes. As atividades de contação de histórias destinam-se às crianças da Creche e crianças carentes que não freqüentam as mesmas. As crianças serão atendidas com atividades de contação de histórias e de produção textual, utilizando as ferramentas computacionais e realizando a interação virtual com outras crianças. O uso das Tecnologias de Informação e de Comunicação, no suporte bibliográfico e eletrônico, possibilitarão a inserção social e digital dos atores do processo, possibilitando transformar, construir, a partir do imaginário, traduzindo através de textos e imagens, permitindo que o cidadão seja agente ativo na sociedade em que vive. JUSTIFICATIVAEm um país em que o índice de leitura é baixíssimo, onde a pobreza, a exclusão social e digital, a falta de políticas de leitura e de acesso à informação, ao conhecimento e às práticas culturais vigoram, a execução deste projeto significa criar possibilidades de contribuir para a diminuição das mazelas sociais, principalmente nas áreas da educação e cultura. A comunidade do Bairro Bom Jesus é uma área basicamente carente do município de Guaranésia, MG, com uma defasagem de acesso à informação e a leitura. Caracteriza-se por uma população composta de crianças, jovens, adultos, idosos e famílias de renda baixa. Há na comunidade uma creche que atende crianças e uma Escola Municipal. A população do bairro não tem acesso a espaço cultural ou biblioteca.Tendo em vista as dificuldades de estudantes e moradores em geral ao acesso a leitura e ao mundo digital e, ainda, de não possuir na localidade um espaço de promoção da cultura, justifica-se a necessidade de criar este espaço, onde se possa democratizar o acesso à leitura, além de prestar suporte para escolas e a comunidade em geral à pesquisa, empréstimos de livros, oficinas culturais, eventos culturais etc., de forma gratuita e de igualdade de acesso para todos, sem restrição de idade, raça, sexo, status social e na disponibilização à comunidade de todo tipo de informação e preservação da cultura local.Sabe-se da importância da leitura na vida do indivíduo e do quanto pode se modificar/transformar uma pessoa com o acesso à informação. “Quem lê adquire a autoconfiança e recupera a vivacidade, o lirismo, o mistério. A realidade interna de quem lê não tem limites e o próprio ato de ler alarga a espiritualidade, propicia felicidade e coloca as respostas e soluções de que o leitor precisa a seus pés” (Ribeiro, 2002).PÚBLICO ALVOMoradores da comunidade Bom Jesus, que abrange: Bairro Bom Jesus, Vila Cruzeiro, Jardim Renovação e adjacências e, a posteriori, toda a comunidade guaranesiana.OBJETIVO GERALPropiciar um espaço cultural para a inclusão social e digital, através do acesso a informação, a leitura e a formação de leitores.OBJETIVOS ESPECÍFICOSEstimular o prazer da leitura em crianças, adolescentes, adultos e idosos através de um enfoque lúdico e educativo.Estimular a imaginação e a criatividade do público alvo.Promover oficinas culturais de arte, origami, artesanato, dentre outras e inovações científicas.Formar e despertar leitores e o desejo de ouvir e ler histórias, recuperando o clima afetivo entre o leitor, o livro e a leitura.Qualificar profissionais, acadêmicos e pessoas da comunidade para as atividades de agentes culturais e contadores de histórias.Estimular pessoas da comunidade para as atividades de dinamização de Caixas-Estantes, mediante a circulação de livros, a ação cultural na comunidade e a contar histórias.Possibilitar o acesso às ferramentas tecnológicas, através de produção de textos, no ambiente virtual, propiciando a inclusão digital.Fomentar o diálogo intercultural e favorecera diversidade cultural.Criar oportunidade de vincular alunos do UNIFEG as experiências lúdicas e educacionais a população em situação de carência.METODOLOGIAAtendendo aos objetivos propostos, o procedimento metodológico tem como foco a promoção da leitura através de atividades realizadas junto à comunidade Bom Jesus.O Espaço Cultural “Ilha da Cultura”, será criado em lugar próprio, localizado na comunidade Bom Jesus, no município de Guaranésia, MG. No local, será instalada uma Biblioteca Comunitária, que contará com ambientes aconchegantes e adequados ao público alvo, nicho de computadores com acesso a Internet para consultas e pesquisa, balcão de informações e local para o acervo dispostos em estantes e gôndolas. Este espaço será preenchido com mesas individuais e para grupos de estudo e pesquisa, área destinada aos armazenamentos de acervos diferenciados, espaço para guarda de acervos de reserva, escaninhos para guarda de material pessoal e áreas reservada para serviços internos. Num segundo ambiente, será reservado para palestras, exibição de filmes, eventos culturais, oficinas, cursos, dentre outras atividades.As atividades de incentivo a leitura serão atividades essenciais na biblioteca, de forma a fomentar a participação, a troca e a interação entre os membros da comunidade. Essas atividades se darão através dos “contadores de história” e de atividades lúdicas e educativas, tais como: brincadeiras educacionais, palestras, teatro, dentre outras que se fizerem necessárias.O Espaço cultural também terá como objetivo estimular à pesquisa e a criatividade do público alvo através de acompanhamento, apoio e oficinas culturais e de artesanato. Como também, promover eventos culturais como exposições, palestras, incentivo a população, cursos de fotografia, execução de jornal cultural etc. Todas essas atividade serão desenvolvidas em projetos próprios a posteriori.O vínculo com os universitários do UNIFEG proporcionará a atuação como monitores, capacitadores, organizadores, agentes culturais, implantadores de biblioteconomia, organizadores de banco de dados e demais atividades.A formação dos “contadores de história” será realizada em parceria com o UNIFEG, com o curso de pedagogia e comunicação social, de forma a formar pessoas, ou mesmo alunos/estagiários, interessados em desenvolver tal tarefa, ou mesmo pessoas interessadas da comunidade. Pessoas estas que despertem no público alvo o gosto pela leitura e pesquisa. Para isso, será desenvolvido um projeto próprio de um curso de capacitação e mini-cursos em parceria com os cursos de Letras, Pedagogia e Comunicação Social para atuar como monitores. Essa capacitação terá como temas: atendimento ao público; circulação de documentos, cursos e/ou oficinas para os agentes da biblioteca e para a comunidade em geral, implementação dos serviços biblioteconômicos de organização e tratamento da informação, coleta e tratamento de dados estatísticos para avaliação de uso da Biblioteca, dinâmicas de grupos, dentro outros.Para levar a biblioteca à comunidade, serão usadas “caixas estantes”, de forma a estimular a “biblioteca itinerante”, onde o livro possa ir até a comunidade. Isto se dará através de eventos como “Tarde de Lazer”, em que a equipe se deslocará até a comunidade, e através de atividades culturais e lúdicas, proporcionará tardes de leitura, teatro e brincadeiras educacionais. Estas caixas serão compostas por caixotes móveis com acervo pré-escolhido ou não, de acordo com a temática a ser trabalhada pela equipe multidisciplinar do Espaço Cultural.O Espaço Cultural terá disponibilidade de acesso a Internet e a ferramentas necessárias para o desenvolvimento das atividades propostas, obtidas através de parcerias com a comunidade, empresas e UNIFEG, de forma a se constituir num centro de informações a comunidade em geral.A equipe técnica ficará responsável para a aquisição do acervo necessário que poderá ser obtido diretamente com as editoras, campanhas de doação junto à comunidade, doações espontâneas, através das leis de incentivo a leitura, dentre outras formas, como também, serão confeccionados materiais para a contação de histórias como: figuras para o avental mágico, fantoches, álbuns seriados etc. Este material será armazenado em estantes na Biblioteca. Posteriormente, serão realizadas atividades e oficinas culturais e de produção de artesanato, tais como: origami, criação de brinquedos com sucata, confecção de materiais para a contar histórias, balões decorativos com motivos variados, fantoches, dentre outras atividades conforme a necessidade ou indicação do publico alvo. Desta forma, acredita-se que estarão sendo atingidos os objetivos previstos, uma vez que os segmentos da sociedade que se pretende atender estão localizados em bairros que não possuem biblioteca pública ou espaço cultural, além do baixo poder aquisitivo. Através deste projeto, as pessoas envolvidas poderão entrar em contato com o mundo da leitura e da escrita, inclusive no ambiente digital possibilitando a inclusão social e a cidadania.ACERVOO acervo inicial é de cerca de seis mil itens de responsabilidade da equipe técnica na sua efetivação. Esse acervo será formado pelos seguintes tipos de materiais:• Acervo bibliográfico – livros, periódicos, gibis, livros infantis, materiais especiais.• Memória local – formação de uma coleção de registros orais, escritos e fotográficos sobre a memória da comunidade.A aquisição da complementação do acervo será feita através das Leis de Incentivo a Cultura (Lei Federal n.º 10.783/02 e Lei Estadual n.º 11.726/94), doações diretamente com as editoras, doações e campanhas.Será definida uma metodologia para a pesquisa e organização da memória local que possibilitará a coleta de depoimentos e materiais que tratem da história das pessoas e instituições que ajudam a formar a comunidade. Além do caráter de preservação e recuperação de memória essa ação pretende colaborar para o reconhecimento e o fortalecimento dos laços dessa comunidade para meio da própria identificação com seu passado.EQUIPE TÉCNICAA equipe técnica do Espaço Cultural/Biblioteca será constituída por um bibliotecário (não sendo necessário ser formado em biblioteconomia) coordenador, estudantes/estagiários do UNIFEG, um pedagogo e jovens aprendizes da comunidade.É importante destacar que ao capacitar jovens da comunidade estamos reforçando a ação local e oferecendo oportunidade para seus membros.A capacitação será realizada parte antes da implantação, parte durante a implantação e parte depois da implantação deste projeto, através de palestras, mini-cursos e demais atividades necessárias. Os temas em foco serão: biblioteca comunitária, sua missão, acervo, constituição e tratamento, sistema de gerenciamento eletrônico, atendimento, relação com a comunidade, pesquisa, orientação escolar, mediação de leitura, memória cultural e ação cultural.MONITORAMENTO E AVALIAÇÃODe forma a rever os objetivos e metas e estabelecer prioridades e à alocação de recursos, além de fornecer feedback para o planejamento organizacional e a mudanças necessárias, dentro de um processo participativo a avaliação será vista também como um processo pedagógico onde os envolvidos terão a possibilidade de assumir novas responsabilidades, desenvolvendo e ampliando suas habilidades.Através de reuniões inicialmente quinzenais e, a posteriori, mensalmente, a equipe técnica se reunirá conjuntamente com os usuários do Espaço Cultural, parceiros e professores convidados, para avaliarem o andamento e desenvolvimento deste projeto.O monitoramento será, também de forma participativa, através de reuniões mensais entre a equipe técnica. Serão redigidos relatórios das atividades desenvolvidas pelo coordenador, análises estatísticas de empréstimos e amostras de painéis das atividades desenvolvidas.RESULTADOS ESPERADOSA propor a criação deste Espaço Cultural a partir de ações participativas, pretende-se atuar na promoção da educação para a cidadania tendo como princípio à política de inclusão social e digital, o incentivo a cultura e o fortalecimento da organização da sociedade.Este projeto mostra que há condições de desenvolvimento cultural, e porque não dizer, social, da comunidade em situação de carência.Acreditamos que este projeto pelo fato da comunidade estar envolvida no processo de consolidação e definições das linhas de atuação, possibilite uma melhoria na qualidade de vida, contribuindo para a transformação de suas vidas por meio de uma aquisição cultural diferenciada que possibilite superação das dificuldades.Por meio dessa ação, pretende-se criar condições para que a comunidade tenha um espaço vivo e aberto à cultura, lazer e educação, de forma a propiciar a formação e a inclusão sócio-cultural por meio da leitura e do acesso à informação.Espera-se, ainda, o envolvimento da comunidade neste processo através do estimulo às iniciativas de ações culturais-educativas originadas e priorizadas pela própria comunidade, como ainda, fomentar o desenvolvimento criativo dos usuários e a descoberta de novos talentos.ANDAMENTO DO PROJETOA primeira etapa do projeto foi angariar livros e material didático para a constituição da biblioteca, foi elaborada uma Campanha de doações de livros chamada “Doe Um Livro” iniciada em Abril de 2007, conseguiu-se cerca de seis mil itens. A segunda etapa será alugar uma casa com vários cômodos para alocar o Espaço Cultural Ilha da Cultura e a Biblioteca Comunitária Profª. Martha Ribeiro Alves, esses cômodos serão utilizados para Contadores de História, Varal de Poesia, Sala da Memória e outras oficinas.

Secretaria abre licitação para cadastramento rural

AM

A Secretaria de Estado Extraordinária para Assuntos de Reforma Agrária (Seara) abre pregão on line para contratar empresas que vão fazer o cadastramento de posseiros em 13 municípios do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha. A iniciativa é inédita e vai permitir a dinamização do processo de titulação de terras. A abertura do pregão será no dia 1º de agosto, às 10 horas, pelo site http://www.licitanet.mg.gov.br/ . A íntegra do processo está disponível no mesmo endereço. Outras informações pelo telefone: (31) 3248 3417 ou (31) 3248 3409. As empresas contratadas farão a identificação e o cadastramento de posseiros nos municípios de Berizal, Ninheira, Taiobeiras, Caraí, Novo Cruzeiro, Coronel Murta, Itinga, Padre Paraíso, Ponto dos Volantes, Francisco Badaró, São João do Paraíso, Rubelita e Virgem da Lapa. Já foram identificados mais de 9.500 posseiros nesses municípios. São famílias que habitam pacificamente, há mais de cinco anos, terras devolutas no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha. O cadastro dos posseiros contém informações sobre a situação econômica, social e cultural dessas famílias, além de um requerimento específico para o processo de titulação gratuita, cedida apenas às famílias de baixa renda. Referência Nacional A política de entrega dos títulos de terras adotada em Minas Gerais está se tornando referência nacional. A metodologia inovadora do programa trabalha com a mobilização local, o engajamento das comunidades e a terceirização de parte dos serviços. Com isso, será possível reduzir os custos e multiplicar a entrega de títulos ao longo do ano. O próximo passo é incentivar investimentos nas propriedades, na produção e beneficiamento de produtos, buscando incentivos por meio dos programas federais e estaduais, destinado ao pequeno produtor rural. A entrega dos títulos de terras aos posseiros é o início de um trabalho social que libera uma cadeia econômica no interior do Estado. Pois, além de legalizar o posseiro como o proprietário da terra em que vive, dando-lhe segurança jurídica do imóvel, ele fica apto para participar dos programas sociais dos governos estadual e federal. O secretário da Seara, Manoel Costa, disse que “o sucesso do programa depende muito do engajamento das comunidades, pois só assim poderemos concluir com maior agilidade nosso trabalho e dar, por meio da titulação de terras, tudo aquilo que sonhou o trabalhador rural há muitos anos. Esse ano a nossa expectativa é de superar todas as nossas metas, beneficiando um número maior de posseiros em diferentes municípios mineiros”. A regularização fundiária em Minas Gerais é desenvolvida pela Seara e pelo Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter). Os posseiros de Minas As projeções da Seara/Iter apontam para a existência de mais de 200 mil famílias no Estado ocupando áreas rurais devolutas e aguardando a legalização dessas áreas. São famílias que têm suas raízes nessas regiões em que moram e não estão em litígios com seus vizinhos ou envolvidos em novos processos de ocupação de terras. São aproximadamente 800 mil pessoas, representando 4% da população do Estado. Em sua esmagadora maioria, essas pessoas vivem em condições precárias, exercendo a agropecuária de subsistência e com baixíssima produtividade

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Leite pela Vida capacita produtores no interior do Estado




Divulgação
Cerca de 2400 produtores foram capacitados nos meses de junho e julho Produtores de leite da cidade de Gouveia, no Vale do Jequitinhonha, receberão treinamento na próxima sexta-feira (25). Os 110 produtores já inscritos são fornecedores do Programa Leite Pela Vida e serão capacitados por técnicos do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene), que coordena o Programa junto à Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan). Cerca de 2400 produtores rurais de 21 cidades das regiões Norte e Nordeste de Minas Gerais, beneficiadas pelo Leite pela Vida, receberam a capacitação nos meses de junho e julho. No treinamento, que acontece em dois dias, os participantes são orientados quanto ao manejo correto da ordenha e pós-ordenha, qualidade do leite, terapia da vaca seca, eliminação de resíduos do leite, nutrição, controle da temperatura do tanque, identificação de animais tratados com medicamentos, identificação zootécnica, controle sanitário e preparação da água clorada. Os pequenos produtores rurais também recebem orientações sobre meio ambiente e cidadania, água, óleo, lixo e agrotóxicos. Os participantes recebem uma apostila com o conteúdo do curso, realizam uma aula prática e são certificados. “As capacitações contribuem para o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite, pois os pequenos produtores aprendem sobre os cuidados que devem ter ao tirar e manusear o leite, além dos cuidados com o gado, como vacinação e higienização, além da prática em um dia de campo”, relata Emerson Marinho, coordenador do Programa. Ele destaca que o foco do treinamento é voltado para temas de importância para a produção do leite no que tange à segurança alimentar, qualidade e quantidade de leite produzido, bem como cuidados com a saúde pessoal e animal. Ponto dos Volantes foi a cidade que reuniu o maior número de participantes nas capacitações até agora, cerca de 200 pequenos produtores rurais. Luciano Ramalho Sucupira, presidente da Associação dos Produtores do Município, que integra 30 pequenos produtores, considera a capacitação fundamental para a melhoria da produção do leite. “Muitos produtores não tinham conhecimento do manejo correto do animal ou utilizavam métodos antiquados. Com as informações trazidas pelos técnicos, podemos aumentar nossa produção, diminuir as perdas, e também ganhar em qualidade”, comenta. Luciano Ramalho considera também outras descobertas pessoais. “Aprendi muito a respeito das doenças dos animais e, mais importante, como preveni-las”, destaca. Miguel dos Reis Gonçalves, produtor de leite da cidade de Capitão Enéas, concorda. “A gente aprende muita coisa, a maneira de cuidar da vaca, a higiene e como tratar alguma doença do animal. A capacitação ajuda bastante nesse sentido, e a apostila entregue também, porque muitas vezes surgem dúvidas”, diz. Os produtores de leite que fazem parte do Programa são agricultores familiares que produzem até 100 litros de leite por dia, sendo que têm prioridade os pequenos produtores com produção média/dia inferior a 50 litros. As cidades que sediaram as capacitações foram Buenópolis, Francisco Sá, Capitão Enéas, Icaraí de Minas, São Francisco, Manga, Porteirinha, Salinas, Araçuaí, Comercinho, Malacacheta, Nanuque, Belo Oriente, Turmalina, Capelinha, Janaúba, Lagoa dos Patos e Ponto dos Volantes. A cidade de Gouveia será a próxima, seguida de Juramento (26) e Jordânia (1º de agosto). As capacitações foram realizadas pelo sistema Sedvan/Idene, em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), e cooperativas e laticínios. Recadastramento Simultaneamente às capacitações, está em andamento o recadastramento dos beneficiários do Programa Leite pela Vida. Atualmente são distribuídos 150 mil litros de leite por dia, nas 188 cidades dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas, e mais cinco da região de Corinto. Podem ter acesso ao leite gratuitamente gestantes, crianças de 6 meses a 6 anos de idade, com ou sem beneficio da Bolsa Alimentação, nutrizes de até 6 meses após o parto e idosos acima de 60 anos. Rachel Tupynambá de Ulhôa, diretora geral do Idene, enumera os resultados dessa política pública. “O Programa já é identificado em toda a região com a redução da desnutrição de 10% para 5% entre crianças de zero a cinco anos de idade, a geração de emprego e renda e o fortalecimento do pequeno produtor de leite, bem como de cooperativas e laticínios locais”, afirma. Os técnicos do Idene estão realizando o recadastramento desde abril deste ano, e a previsão é de que o trabalho seja terminado até o final de agosto.

Beto Guedes quer reunir Milton e Lô para gravar 'Clube da Esquina 3'

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Leandro Souto Maior, JB Online
RIO - Setembro ainda não entrou, mas uma boa nova anda pelos cantos da cidade do Rio: Beto Guedes faz dois shows no Teatro Rival, nesta quarta e quinta-feira. Ele vem com uma banda composta por bateria, baixo, guitarra e teclado para cantar aquelas canções que fizeram, e ainda fazem, a cabeça de apaixonados por belas melodias. O músico falou ao JB Online sobre o show, tecnologias, beatlemania, o que anda fazendo e projetos futuros. Ele revelou ainda a vontade de realizar mais um volume do Clube da Esquina.
JB Online: Como vai ser o repertório das apresentações aqui no Rio?
Beto Guedes: Vão ter músicas mais recentes, como Sonhando o futuro, e os clássicos, como Sol de primavera, Amor de índio, O sal da Terra, Feira moderna ou Maria Solidária. Como já apresentei esse show no Rio esse ano, eu vou trocando uma ou outra para variar, mas tem algumas que não dá para tirar. De vez em quando pedem alguma da platéia, e a gente toca.
JB Online: Já faz sete anos desde seu último CD de músicas inéditas. Quando lançará um novo?
Beto Guedes: Estou procurando captação de recursos para fazer um disco por minha conta mesmo. É possível que eu consiga resolver tudo e lance esse ano ainda, mas só vou começar a compor a partir deste sinal verde. Se começar a ficar dificil, vou continuar apenas fazendo meus shows pelo Brasil. Eu sou um cara diferente dos colegas que volta e meia estão com um violão na mão fazendo músicas. Eu funciono melhor produzindo com um objetivo. Em vez disso, eu tenho treinado fazer arranjos. Comecei a escrever para violinos e trompetes, o que tem me dado grande prazer.
JB Online: Você sempre se mostrou mesmo um multiinstrumentista...
Beto Guedes: Eu me inspiro muito no Wagner Tiso, que é um grande arranjador, escreveu arranjos maravilhosos para várias canções minhas. Mas, diferente dele, eu não sei uma nota musical, sou um analfabeto musical, vou apenas pelo ouvido. Essas pessoas estudam muito, eu vou dando minhas cabeçadas.
JB Online: Você é adepto das novas tecnologias?
Beto Guedes: Eu amo celular, o que nem é uma coisa tão nova assim. Internet eu visito de vez em quando. Essa história de computador, memória, placa mãe, mouse, teclados, não é para mim. Não sou como o Rick Wakeman, que dizia: 'se é periférico, é comigo mesmo'.
JB Online: Você ainda ouve seus antigos ídolos, como os Beatles?
Beto Guedes: Ouço Beatles sempre. Inclusive meu filho estava com uma banda cover de Beatles muito legal, chamada Free As a Beatle. Eu conheço tudo dos Beatles, cada segundo de cada música. Sei até quando o Ringo esbarrou no pedal sem querer!
JB Online: Outro dia passou em um canal por assinatura um especial sobre o disco Clube da Esquina. Como é para você relembrar essa época?
Beto Guedes: A gente podia parar de falar e se reunir novamente para produzir o Clube da Esquina 3. Tem horas que eu fico meio cansado de falar dessa época. Acho que todos os envolvidos gostariam de ver isso realizado, só precisa o Milton sair da toca. Anteontem mesmo o Lô (Borges) me ligou, e eu não falava com ele há um tempão. Ele falou que viria me visitar, pra gente fazer umas coisas... eu falei 'uai', seria uma idéia legal