
Os agricultores familiares que produzem algodão na região Norte de Minas vão investir aproximadamente R$ 1,4 milhão no custeio da safra 2008/2009. Cerca de 70% desse valor serão garantidos por linhas de financiamento do Banco do Brasil e Banco do Nordeste. Todas as etapas, desde o preparo do solo até o beneficiamento do produto, terão o suporte do Programa de Incentivo ao Desenvolvimento da Cultura do Algodão em Minas Gerais (Proalminas), criado pela Secretaria da Agricultura do Estado com a Associação dos Produtores de Algodão de Minas Gerais (Amipa) e a participação de outras instituições parceiras no Projeto de Retomada do Algodão no Norte de Minas. O programa de incentivo vai contemplar 48 produtores em 350 hectares, envolvendo os seguintes municípios: Catuti, Jaíba, Janaúba, Jequitaí, Matias Cardoso, Mato Verde, Monte Azul, Pai Pedro e São João do Pacuí. De acordo com o superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria, João Ricardo Albanez, coordenador do Proalminas, os agricultores terão assistência técnica permanente dos extensionistas da Emater-MG e de técnicos contratados pela Amipa. Também serão implantadas dez Unidades Técnicas Demonstrativas (UTDs), que contarão com recursos de custeio fornecido pelo Fundo Algominas, sob a gestão da associação dos produtores.Essas unidades são áreas onde se promove e introduz a cultura do algodão de acordo com experiências realizadas com sucesso em safras anteriores. Será introduzido também o cultivo de algodão com biotecnologia. Os locais para implantação das UTDs foram definidos pela Amipa e o Algominas com os escritórios regionais da Emater-MG de Janaúba e Montes Claros. “A utilização das unidades é de fundamental importância, porque a cotonicultura é uma atividade de alto custo e, neste caso, todos os recursos devem ser bem aproveitados, ou seja, dirigidos à produção de resultados”, diz o superintendente. Segundo Albanez, o Norte de Minas precisa recuperar a condição de produtor de algodão para ajudar o Estado a encontrar a auto-suficiência nessa área. “As indústrias têxteis instaladas em Minas consomem, por ano, mais de 150 mil toneladas de pluma por ano e a produção estadual é da ordem de 29 mil toneladas”, ele explica. Em Minas Gerais, o melhor ano do algodão foi 2005, quando a safra alcançou 57,4 mil toneladas de pluma. Há condições de aumentar a produção, sobretudo com o desenvolvimento alcançado atualmente pela tecnologia e que possibilita uma produtividade da ordem de 1,4 tonelada por hectare no Estado. Esse índice é praticamente o mesmo registrado pela média dos cultivos de algodão em todo o país e que possibilitam uma safra nacional de quase 1,5 milhões de toneladas. Emprego e renda“De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região Norte do Estado colhe atualmente cerca de 4,8 mil toneladas de grão e pluma por ano, enquanto a Noroeste, líder na produção de algodão em Minas, alcança quase 52 mil toneladas. Já o Alto Paranaíba colhe quase 12 mil toneladas, e o Triângulo tem safra de cerca de 9 mil toneladas. Para Albanez, “o Projeto de Retomada do Algodão do Norte de Minas poderá ser, como foi há alguns anos, a mola propulsora da geração de empregos e distribuição de renda na região”. A base do projeto é a capacitação dos trabalhadores para aumentarem os índices de produção e produtividade do algo
