quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Comitê Gestor aponta novos rumos para

FOTOS XU MEDEIROROS/JERUSIA ARRUDA
Repórter Jerusia Arruda

Desde a implantação da Rede de Urgência e Emergência no Norte de Minas, em dezembro do ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES/MG) vem trabalhando para estruturar o sistema, de forma que a rede possa se estender a todos os municípios da Macrorregião Norte de Minas.
Num primeiro passo para a consolidação dessa proposta, a SES/MG reuniu, na última quinta-feira, 19 de fevereiro, em Montes Claros, representantes de diversos segmentos para constituição do Comitê Gestor Regional das Urgências que, entre outras atribuições, irá determinar o sistema de avaliação continuada e metas a serem atingidas pela rede através de indicadores de resultados.
O Comitê ficou constituído por representantes da rede Estadual da Urgência e Emergência, Gerências da Macrorregião Norte, SAMU Regional, Complexo Regulador Macrorregional, secretários de municípios pólo de micro, diretores gerais dos Hospitais de Referência Macro-regional, Coordenação da Atenção Primária, COSEMS, Corpo e Bombeiros Militar, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Hospitais de Pequeno Porte e Unidade Administrativa da Rede de Urgência e Emergência.
O secretário-adjunto de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques explica que o Comitê é o órgão máximo da Rede de Urgência e Emergência e vai dar um melhor direcionamento às políticas de saúde, de forma regionalizada. “A saúde incorpora cada vez mais tecnologias e com mais velocidade e é preciso manter o gerenciamento bem planejado, de forma operacional e com fiscalização permanente para que os resultados possam ser traduzidos em benefício para as pessoas”.

Rede
O Comitê representa o espaço formal de discussão e permanente adequação do sistema de atenção integral às urgências, dentro das diretrizes estabelecidas pelos Planos de Atenção às Urgências Macrorregional e Estadual em suas instâncias de representação institucional, constituindo espaço de discussão técnica na CIB Macrorregional.
De caráter consultivo, o espaço é aberto à discutição, avaliação e pactuação das diretrizes e ações prioritárias, subordinadas às estruturas de pactuação do SUS nos seus vários níveis dentro da Macrorregião Norte de Minas
Na avaliação de Welfane Cordeiro, coordenador estadual de Urgência e Emergência, o Comitê tende a inverter o modelo do sistema, inclusive de contratualização e planejamento estratégico. “O Comitê tem uma função muito técnica de planejamento e uma visão crítica de resultados e trabalhar em rede tende a criar novos padrões de gerenciamento, qualificando a prestação de serviços”.
Trabalho integrado
Para a referência médica em Urgências da GRS/MOC, Manoel Silvério Neto, o Comitê é fundamental para o bom funcionamento da rede por reunir representantes de todas as instâncias e segmentos sociais. ”Essa pluralidade vai facilitar a identificação das necessidades e a solução dos problemas”, avalia.
O capitão da Polícia Militar, Francisco Nunes de Lima diz que a polícia é um dos primeiros a ser acionados em caso de acidentes e a troca de conhecimentos durante as reuniões do Comitê será de grande utilidade nesse primeiro momento. “Na questão operacional, a polícia pode ajudar muito”, ressalta.
O major Marconi Jesuíta da Silva, do Corpo de Bombeiros lembra que uma das dificuldades enfrentadas pela corporação é saber para onde levar o paciente. “O Comitê vai ajudar muito nessa definição”, observa.
Presente à reunião, o deputado e também médico, Arlen Santiago diz que o Norte de Minas sempre foi pioneiro na saúde pública do País, inclusive no projeto do SUS. “O secretário Marcus Pestana também conseguiu grandes conquistas na Saúde e muitas delas de forma pioneira no Norte de Minas. O Comitê é uma dessas conquistas. Quanto mais controle social e mais transparência, melhor o povo será assistido”, avalia.

Metas
Segundo Welfane Cordeiro, será instado na macrorregião um núcleo de educação permanente para potencializar capacitação e a educação continuada de recursos humanos.
O proposta do Comitê é avaliar e propor regularmente alterações no plano de operações do Sistema de Atenção às Urgências e seu funcionamento e discutir a elaboração de normas e protocolos de atendimento dos componentes pré-hospitalares, hospitalar e pós-hospitalar, assim como das estratégias de promoção.
“A idéia do Comitê já havia sido criada, agora criamos o cérebro que vai comandar o corpo. O que fazemos na Macronorte, dependendo do resultado, será espelho para o Estado e País, por isso a importância da participação de todos”, conclui Welfane Cordeiro.

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