quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Divulgados os nomes da comissão de transição administrativa na Prefeitura de Montes Claros

Foram divulgados na manhã desta terça-feira (13/11) os membros que compõem a comissão de transição administrativa na Prefeitura de Montes Claros. A nomeação foi formalizada pelo prefeito Luiz Tadeu Leite ao assinar o Decreto nº 2.965, que tem como base a Lei Municipal nº 4.094, de 9 de junho de 2009, regulamentando o processo. A transição garante à equipe de trabalho o acesso a informações relativas às contas públicas, programas, bens móveis e imóveis, processos judiciais e administrativos, licitações, prestações de contas, situação dos contratos de obras e serviços em execução ou formalizados, transferências a serem feitas junto à União e ao Estado, relações de cargos e vagas de provimento efetivo e em comissão, remuneração, listagem de nomes com seus respectivos cargos e vencimentos dos servidores públicos municipais e aos projetos do governo municipal. A lei rege ainda que os membros da comissão de transição deverão manter sigilo dos dados e informações confidenciais a que tiverem acesso, sob pena de responsabilização nos termos da legislação específica. Em entrevista coletiva à imprensa, o prefeito Luiz Tadeu Leite ressaltou que, mesmo com a existência da lei dando obrigatorieade à transição, a Prefeitura já havia franqueado todo o caminho para que a equipe de governo do próximo chefe do Executivo ficasse conhecedora da atual situação do município. “E agora, facultamos três salas no prédio da Prefeitura para que a comissão de transição comece a trabalhar”, ressaltou. A atitude foi lembrada pelo prefeito eleito Ruy Muniz, que agradeceu pelo livre acesso às informações e antecipou apoios dos governos estadual e federal que vêm recebendo para sua gestão. “Temos a expectativa de receber duas emendas de bancada federal que somarão cerca de R$ 60 milhões para serem usados em obras de infraestrutura, construção de avenidas e saneamento. Também contamos com compromissos do governo do Estado para a construção do Centro de Convenções no Intelagos, do Hospital do Trauma e do Anel Rodoviário Norte”, citou. “Vamos também priorizar obras que têm a ver com os interesses do empresariado e do desenvolvimento de Montes Claros. O objetivo é nossa cidade ser próspera”, completou. Ruy Muniz falou também sobre o processo de transição: “Formamos uma comissão de diagnóstico, que fará uma fotografia de como está hoje a Prefeitura em cada uma de suas secretarias. Outro grupo que estamos recrutando é o do planejamento, que vai definir as prioridades que serão executadas em 2013. Também contaremos com a participação da sociedade civil, que nos ajudará a decidir o plano de governo”. A primeira reunião formal da equipe começou imediatamente após a coletiva. COMISSÃO DE TRANSIÇÃO Equipe – Luiz Tadeu Leite Coordenador Pedro Narciso 1) Fazenda: Sandro Lobo Araújo 2) Procurador Fiscal: Andrei Mendes Soares 3) Administração: Vicente Soares Duarte 4) Licitação: Fábio Edvan Prevmoc: Giovana Ruas 5) Cultura: Ildeu de Jesus Lopes Educação: Sebastião Abiceu Esportes: Maria Aparecida da Silva 6) Saúde: Gustavo Rocha de Carvalho 7) Ação Social: Selma Maria Rocha 8) Seplan: José Elias Rabelo 9) Procuradoria: Cláudio Versiani Ouvidoria: Vanda Silva 10) Defesa Social: Denise Arruda MCTrans: Alzira Ruas 11) Obras: Vanderlino Silveira Serviços Urbanos: Agenor Ferreira 12) Esurb: Flávio Lopes 13) Governo/Gabinete: Éder Júnior Secom: Clareth Dantas 14) Meio Ambiente: Ramon Carvalho Guimarães Desenvolvimento Econômico: Sebastião Malheiros 15) Agricultura: Antônio Arnaldo Martins Menezes Equipe – Ruy Muniz
Coordenador: Leonardo de Andrade 1) Fazenda: Adão Afonso Lima Pacheco Raimundo Avelar Marcus Vinícius da Silva Júnior 2) Procurador Fiscal: Wilson Altair 3) Administração: Luciano Guimarães Pereira Guilherme Quaresma Ivonei Trezena Transporte: Marcus Vinícius da Silva/ Ducho Edvar Osório Pimenta 4) Licitação: Elaine Fagundes Compras: Pedro Almeida Prevmoc: Henrique Borém Filho Cultura: Carlos Muniz 5) Educação: Sueli dos Reis Nobre Ferreira Rosivaldo Gonçalves Esportes: Cristiano Dias Júnior/ Andrey Souza 6) Saúde: Alzira Pereira Gomes dos Santos Marlon Xavier Cláudio Henrique Jhonatan Rodrigues Silva 7) Ação Social: Luis Wanderley dos Santos Lobo Kenya ds Anjos Medeiros 8) Seplan: Melquiades Ferreira de Oliveira Fábio Caldeira Contratos: Heron Cavalcanti Convênios: Diran de Souza Filho 9) Procuradoria: Marilda Marlei Barbosa Xavier Controladoria: Raphael Colares Ouvidoria: Luciane Rafaela Miranda Tupinambá 10) Defesa Social: Lindon Batista Neves Major Walter Nunes Peixoto MCTrans: Paulo Jacinto 11) Obras: Jason Souza Lime Pereira Neto 12) Esurb: Domingos Edmilson Magalhães 13) Governo/Gabinete: Leonardo Andrade Everaldo Ramos Gabinete: Sheila Mendes Secom: Ana Karienina Márcio Antunes Lucilene Porto 14) Meio Ambiente: Edvaldo Marques Desenvolvimento Econômico: Igor Versiane Ariovaldo Melo 15) Agricultura: Osmane Barbosa Neto Arnaldo da Fonseca Oliveira - Texto: Luís Alberto Caldeira Fotos: Fábio Marçal

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ruy pede instalação do Anel Rodoviário Norte

O prefeito eleito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), cobrou urgência na instalação do Anel Rodoviário Norte. Ruy esteve no Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em Belo Horizonte, na última sexta-feira, 9, para pedir maior agilidade no processo. Na capital, Ruy foi recebido pelo diretor geral do departamento, José Élcio Santos Monteze, que informou que o projeto está adiantado e que biólogos estão realizando estudo na região para avaliar o impacto ambiental. Os estudiosos também estão verificando a existência de cavernas e de espécies raras de animais, para evitar danos ao meio ambiente. José Élcio informou ainda que o DNIT está aguardando a conclusão do projeto para avaliação, e posterior abertura de licitação para o início das obras. O Anel vai ligar a saída de Montes Claros para Francisco Sá/MG até a saída para Januária/MG, desafogando a área urbana da cidade e retirando o trânsito pesado de caminhões. O novo anel vai fazer a ligação entre as BRs 251, 135 e 365. O vice-presidente da ACI, Edilson Torquato, aplaudiu a atitude do prefeito eleito e lembrou que este ano foi criado o Conselho Gestor que é composto por diversas entidades para reivindicar a instalação do Anel. “Ficamos felizes e pedimos a Ruy que ele tome conosco esta luta para que as coisas verdadeiramente aconteçam”. Torquato lembrou ainda que o Anel Norte já tem recursos do Governo Federal e Governo do Estado e sua implantação é emergencial para a região. Ruy Muniz vem realizando uma série de visitas a parla mentares em Brasília e Belo Horizonte para firmar parcerias para sua administração. Na semana passada esteve com ministros, deputados federais e o vice-presidente Michel Temer para solicitação de recursos para a região. Nesta semana, o prefeito eleito retornará a Brasília para apresentar projetos que trarão recursos para as áreas de saúde, educação, segurança, emprego e habitação.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ruy Muniz discute desenvolvimento econômico com diretores da ACI

FOTOS XU MEDEIROS
A Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montes Claros – ACI – recebeu o candidato a prefeito Professor Ruy Muniz, da coligação “Montes Claros pode mais”, no dia 16 último. O objetivo da reunião foi conhecer suas propostas e discutir uma pauta de reivindicações das prioridades para o município. O desenvolvimento socioeconômico foi a tônica da reunião de trabalho. O presidente da ACI, Julius Denucci, diretores e funcionários da ACI receberam Ruy Muniz para uma conversa informal. “Esperamos que surjam boas ideias desses momentos e que haja o compromisso com a classe empresarial”. Julius sugeriu a participação direta da entidade em reuniões periódicas. O candidato respondeu que “vai criar um Conselho de Desenvolvimento Econômico de Montes Claros, com representantes de entidades e sindicatos, pessoas que fazem as coisas acontecerem”. O vice-presidente da ACI para Assuntos Econômicos, Geraldo Guedes, lembrou sobre a importância de se criar um centro de logística e distribuição em Montes Claros , permitindo atrair empresas devido à localização geográfica da cidade. Ainda, o diretor frisou sobre a urgência da construção do Centro de Convenções, inclusive ampliando seu projeto, tendo em vista a vocação local para o turismo de negócios e realização de feiras, a exemplo da FENICS.
Julius Denucci levantou a demanda de os expositores realizarem negócios, durante feiras locais, a partir de incentivos fiscais visando vantagens competitivas. O candidato do PRB assinalou que tais incentivos dependem de articulação política e podem ser viáveis. “A FENICS pode ser pensada com foco na cadeia produtiva, atendendo a fornecedores e consumidor final”.
Em relação ao trânsito, Ruy Muniz lançou a proposta de reaproveitar os trilhos da FCA, no centro da cidade, ampliando o transporte urbano de forma integrada com o transporte de cargas. Ainda neste quesito, mostrou-se preocupado com o tráfego de carretas em bairros, como o Alto São João, que deverá ser proibido. e de uma incubadora de empresas.
Alexandre Ramos, presidente do Conselho Diretor da ACI, destacou “a necessidade de cursos técnicos voltados para as vagas ofertadas pelas empresas que já estão em fase de implantação, a New Holland e Alpargatas, tendo em vista as novas tecnologias de automação no mercado industrial”. Montes Claros é o segundo polo educacional do Estado, registrando 35 mil universitários e pós-graduandos, uma vantagem competitiva para atração de investimentos e aumento do PIB nos próximos anos. Nesse tema, Ruy Muniz se prontificou a pensar regionalmente, contribuindo para o desenvolvimento sustentável de cidades no entorno também se desenvolverem, como Pirapora, Janaúba e Taiobeiras. “O crescimento desses municípios reflete na qualidade de vida de Montes Claros e toda a região, sem estrangular o atendimento à saúde, o trânsito e estimular a violência”. O próximo candidato a se reunir na ACI será Paulo Guedes, no dia 22 de agosto, às 17h. Jairo Athayde se prontificou a marcar a data de sua participação. Após as reuniões, os diretores farão um documento único para ser entregue a todos os candidatos, durante o debate na Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL, em setembro. At. Nágila Almeida Jornalista - Montes Claros/MG

GRUPO FOLCLÓRICO ZABELÊ CONQUISTA PRIMEIRO LUGAR NO FESTIVAL DE SUMPERK NA REPÚBLICA TCHECA

O Grupo Folclórico Zabelê, de Montes Claros, conquistou o título de melhor grupo no XXII Festival Folclórico de Mezinárodní, na cidade de Sumperk, interior da República Tcheca, no último domingo, dia 19 de agosto. Durante os cinco dias de apresentação, o Grupo Zabelê recebeu o maior número de votos pelo público presente, sendo premiado como melhor grupo do festival. Participaram do festival, grupos de diversos países como: República Tcheca, Filipinas-Canadá, Nova Zelândia, Eslováquia, Armênia, Sérvia e Brasil, sendo o Grupo Folclórico Zabelê, o único representante brasileiro. O festival contou com a presença de mais de 20 grupos: Kelti, Markovice, Seniori, Rabussa, Cimbálová Muzika Zbynka Hrdlicky, Kalliopi, Kelt Grass Band, Salajka, Nastup Souboru, Vyhlasení Vysledku, Záver, Calata, Oslesnica, Destsky Soubor Kordulka Stary Poddvorov todos da República Tcheca, além de Olesnice (Armênia), Grupo Folclórico Zabelê (Brasil), Skorusina (Eslováquia), Folklorico Filipino (Canadá), Haanja (Estônia), Whakaari Rotorua (Nova Zelândia) e Nikola Tesla – Srbsko (
Sérvia). - Estamos muito felizes, primeiro por estarmos aqui nesse festival da República Tcheca e segundo por ter recebido este prêmio e ter agradado ao público presente – disse a coordenadora do Grupo Folclórico Zabelê, Lucinha Macedo. Para a organizadora e presidente do Festival Folclórico de Mezinárodní, Libuse Drtilová, o Grupo Folclórico Zabelê, foi um dos que mais contagiou o público durante os cinco dias, principalmente, com a alegria e a simpatia. - Os moradores de Sumperk puderam apreciar um pouco da cultura de vários países através das danças folclóricas. Foi uma honra receber o Grupo Zabelê em nosso festival. O público gostou muito e estamos felizes por receber o grupo em nossa cidade. Parabenizo ao Grupo Zabelê pelo prêmio e por contagiar o público de Sumperk – disse a coordenadora Libuse Drtilová, que entregou o troféu de campeão a Lucinha Macedo.
O Grupo Folclórico Zabelê segue na terça-feira, dia 21, para a cidade de Cervení Kostelec, também na República Tcheca, para mais um festival folclórico, que acontece de 22 a 26 de agosto. Lá também haverá a disputa entre o melhor grupo, mais simpático, alegre e contagiante. E a expectativa do Grupo Zabelê é de conquistar mais um prêmio para Montes Claros. ASSESSORIA DE IMPRENSA Grupo Folclórico Zabelê 5 Arquivos anexados| 8,3MB

quarta-feira, 20 de junho de 2012

CAIXA.BLOQUEIA R$ 380 MIL DA REFORMA DO MERCADO MUNICIPAL

A reforma do Mercado Central de Montes Claros pode voltar a ser paralisada. Desta vez, por causa de bloqueio da parcela dos recursos do convênio entre os governos federal e municipal, no valor de R$ 380.620,00. O valor total da obra é de 1.504.425,00, com a contrapartida municipal de R$ 150.500,00. O comunicado do bloqueio foi enviado à Câmara Municipal de Montes Claros, com cópia para o prefeito, no início deste mês e é assinado pelo gerente, Sérgio Luiz da Silva. O texto diz: Notificamos a V.Exa. o crédito de recursos financeiros, sob bloqueio, em 1/6/2012, no valor de R$ 380.620,00 na conta vinculada ao contrato (...) firmado com a Prefeitura de Montes Claros, assinado em 13/7/2010, no âmbito do Programa Prodesa, sob gestão Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que tem por objeto Requalificação do Mercado Municipal de Montes Claros. O bloqueio do recurso foi denunciado e questionado pelo vereador Claudim da Prefeitura, durante reunião ordinária desta terça-feira (19). O vereador pediu explicações à prefeitura de Montes Claros que é a gestora do dinheiro e voltou a cobrar competência por parte da administração. -Se houve o bloqueio é porque o banco detectou alguma irregularidade na planilha, ou então, foi porque a prefeitura deixou de pagar a contrapartida, ou ainda, encontrou indícios de funcionários fantasmas ou superfaturamento na obra. Queremos explicações, exigiu o parlamentar. Ainda na tribuna, Claudim voltou a criticar os gastos com publicidade e propaganda, por parte da Prefeitura, dizendo que mais uma vez foi utilizado dinheiro público para divulgar uma obra, no caso o Mercado, que não foi concluída e está abandonada. -Essa má gestão do dinheiro público reflete na falta de obras como asfaltamento e manutenção das estradas rurais, disparou. No Mercado Central, comerciante que pediu para não ser identificado, com medo de represálias, chamou a imprensa para vigiar a obra, que anda, segundo ele, a passos de tartaruga. -Há quanto tempo estão mexendo no mercado, e nunca terminam esta reforma? Com mais este impasse, a população e principalmente nós feirantes, comerciantes e usuários do mercado amargamos o desgosto com o descaso e o abandono do patrimônio público. Acreditamos que esta obra não será concluída, desabafa. Dados do portal transparência do Governo Federal indicam que o dinheiro foi liberado no dia 30/05/2012. Segundo o mesmo portal, o convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para ampliação e reforma do mercado será encerrado no próximo dia 13 de julho. Não há informação sobre o número de parcelas que já foram pagas. A morosidade na reforma do Mercado Central de Montes Claros já foi denunciada várias vezes pelo Jornal O Norte, e foi inclusive, tema de audiência pública realizada pelo ex-vereador Pastor Altemar, no mês de outubro do ano passado. A obra foi iniciada em meados de 2011, e segundo feirantes, não há perspectiva de que ficará pronta em tempo hábil. -Estamos aqui a mercê da prefeitura que faz um serviço lento. Desde o ano passado estamos convivendo com poeira e desmantelo aqui no mercado que prejudica nossas vendas e a imagem de nossa cidade. Outro problema é o local de estacionamento, pois deixaram somente o esqueleto. Estão fazendo um mel de coruja. Pintando somente por fora, enquanto isso, o piso pelo lado de dentro está esburacado. Isso é um absurdo, uma covardia que estão fazendo com a gente. A reforma é uma enganação, denuncia dono de banca, que se identificou apenas como Léo. O Jornal O Norte entrou em contato com as Secretarias de Planejamento e de Obras para saber o motivo do bloqueio do recurso, mas nenhum dos secretários foi encontrado. A equipe de O Norte ligou várias vezes para o celular do secretário João Henrique que não atendeu as chamadas. Lucilene Porto Repórter:

quarta-feira, 6 de junho de 2012

CABO MELO É TRANSFERIDO PARA BH

O cabo Laércio Soares de Melo, indiciado pelos homicídios e ocultação de cadáver do comerciante Gilberto Martins e do despachante, Francisco dos Santos Filho, o Chiquinho Despachante, foi transferido na manhã de hoje para um Batalhão da Polícia Militar de Belo Horizonte. A determinação foi do juiz Francisco Lacerda de Figueiredo, da Vara de Execuções Criminais e do Tribunal do Júri, de Montes Claros. Informações extra-oficiais dão conta de que a transferência de Cabo Melo, já requerida pela Polícia Civil no mês passado, foi antecipada após entrevista coletiva concedida pelo militar ontem a tarde na sede do 10º Batalhão da PM em Moc. Cabo Melo teria infringido as leis penais ao utilizar de um telefone celular para convocar a imprensa para a coletiva. Em alguns meios de comunicação ele teria inclusive feito piada com a sua situação: “Eu sou o Cabo Melo e não sei se para vocês é um prazer ou desprazer falar comigo, uma vez que sou acusado de 20 homicídios, mas estou ligando para convidá-los para um entrevista coletiva que concederei”. Porém, no início da coletiva ele negou que tivesse feito as ligações, disse que foi seu irmão que é oficial da PM e também conhecido por Melo. Mas minutos depois voltou atrás e disse que teria feito apenas uma ligação. Questionado sobre a piada, ele disse “não lembro, talvez tenha feito”. MELO DIZ TER INIMIGOS NA PM Durante toda coletiva, o cabo Melo se esquivou das perguntas dos jornalistas sempre afirmando inocência e apontando que é um homem que tem bases da família. “Só eu sei o que estou passando. Mas com base que tenho, familiar, e fé em Deus, estou suportando. Ao invés de tentar fugir ou até mesmo suicidar, eu estou aqui, esperando que a verdade venha a tona”, afirmou. Ao reiterar sua inocência e afirmar que é vítima de perseguição do delegado que preside o caso, a quem classificou como “irresponsável e sem credibilidade na Polícia Civil”, Cabo Melo atacou também um oficial da PM, lotado no 50º BPM, citando seu nome, e afirmando que tem militares “inimigos” que armaram contra ele. CHIQUINHO VAI VOLTAR? Aparentemente tranqüilo, Cabo Melo apresentou algumas oscilações em suas expressões. Assim que as respostas eram feitas ele dizia que era uma resposta inteligente e pertinente a ele. Mas quando eram expostas as diversas contradições em seus depoimentos com as provas dos autos, ele ou se esquivava ou alterava. Ao ser questionado se matou Chiquinho, o militar foi enfático: “Não matei, nunca matei ninguém, alias, já respondi por um homicídio que aconteceu a serviço. Em meus mais de 20 anos de polícia nunca tive nada que desabonasse minha conduta. Vocês vão ver, Chiquinho vai voltar, quando for pertinente para ele, pois ele pode ter problemas com a justiça e não pode voltar agora. Uma certeza eu tenho, Chiquinho vai voltar. O Gilberto não, porque ele está morto, mas o Chiquinho sim Repórter:Gissele Niza

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A primeira linha é para expressar gratidão. Obrigado mestre!

fotos Divulgação
O mestre, com sua generosidade e paciência, ensina tudo o que sabe para seu pupilo e o faz com uma grande dedicação. Vence preconceitos alheios, vence resistências, vence fraquezas. Semeia em terreno árido, gastando até as sementes que poderão lhe fazer falta no futuro. Ele o faz, mesmo assim. Irriga o deserto. Pelo afeto, pelo crescimento mútuo e pela melhora do mundo, o mestre se ocupa da melhora do indivíduo, nem que seja um por um. No seu trabalho de formiga, replica seus conhecimentos, adquiridos em sua vida, geralmente sofrida, passando tudo adiante e evitando o sofrimento dos outros. Com toda essa entrega e dedicação ao bem do próximo, a tendência de seus discípulos é vê-lo como um Deus, tendem a idolatrá-lo, mas o mestre não se seduz. Certo de seu objetivo, continua sua jornada sem se importar muito com a sua vaidade. Depois de um tempo convivendo com nosso mestre, percebemos que ele é humano. Enxergamos nele alguns de nossos defeitos e outros novos. Vemos que ele tem a resposta para nossos problemas mas não tem respostas para seus próprios. De frente com essa nova realidade, temos duas possibilidades: a decepção, causada pela nossa enorme expectativa ou o alento, por perceber que somos todos iguais. Eu escolhi ver o lado da igualdade, entre todos os seres humanos, inclusive entre os discípulos e os mestres. Quando essa percepção ocorre, começa aí um novo estágio. De um ser que inicialmente se via limitado, brota a possibilidade de crescer, melhorar, existir, viver e amar sem depender mais do cuidado do mestre. O mestre, sempre muito generoso, finalmente pode descansar. Ele criou um novo mestre. Luto na imprensa montes-clarense O espanto no rosto das pessoas, o pesar e as lágrimas que insistiam em pular fora. A sensação de perda misturada á de pesar. O impensável. Em uma fria tarde de segunda-feira, incomum demais por estes sertões, onde o calor é o companheiro diário e depois de um final de semana em que a mãe natureza sacudiu os cidadãos da Princesinha do Norte com um tremor, mostrando a nossa pequeneza diante da vida e da morte, chegou a notícia: a imprensa de Montes Claros acabara de perder um dos seus, porque não dizer, mestres. Vítima de parada cardiorrespiratória fulminante falecia o jornalista, advogado e teatrólogo Reginauro Rodrigues da Silva, aos 62 anos de idade. :
Quem e que sabe? Nascido em Almenara, em 18 de janeiro de 1950, Reginauro Silva foi um dos mais profícuos profissionais da imprensa montes-clarense, cujo trabalho jornalístico norteou e continua a nortear muitos daqueles que tomaram para si a responsabilidade de bem informar e ajudar no progresso e desenvolvimento de nossa cidade. O vasto currículo é prova mais do que cabal da sua competência e amor pela profissão. Reginauro Silva foi repórter do O Jornal de Montes Claros e do Diário de Montes Claros, repórter e editor-chefe do Jornal do Norte, correspondente de O Globo na região, redator da Rádio Educadora de Montes Claros, repórter do Diário de Minas, editor-adjunto de polícia do Jornal Hoje em Dia, free-lancer da Revista Veja, O Indicador Rural, Agência Efe, Gazeta Mercantil, Revista IstoÉ. Recentemente, editou o Jornal O Norte de Minas. E foi fundador do Jornal do Povo, um mural com notícias diárias da cidade. Como teatrólogo, Reginauro Silva ajudou a divulgar a arte de representar e brindou Montes Claros com um dos seus textos mais criativos, uma homenagem à cidade que tanto amou: Montes Claros, a Formiga que queria ser Cidade e virou Princesa. Quem conheceu Reginauro sabia do seu amor pelas palavras, pela notícia, pelo jornalismo. Quem trabalhou com ele, não esquece os ensinamentos e por isso, o jornal O Norte, que teve a honra de tê-lo como Diretor de redação e editor faz uma justa e merecida homenagem, através dos depoimentos de quem conviveu com ele. Eterno respeito A vida nos prega peças. E a morte do jornalista Reginauro Silva me pegou de surpresa. Os caminhos e descaminhos da vida nos fizeram parceiros na criação do jornal Opinião que logo depois se transformou no atual jornal O Norte. Naquela época, fizemos uma ideia virar realidade, fizemos história em Montes Claros. Fomos protagonistas. Temos muitas páginas escritas juntos. Muitas delas, cheias de criatividade e de ousadia. Aliás, estas duas características sempre sobravam em Reginauro. Foi por isso que o Jornal O Norte de Minas se solidificou como um dos melhores jornais do interior do estado, e certamente já faz parte da nossa história, que ele tão bem ajudou a escrever. O Jornal O Norte nasceu com a proposta de servir, ouvir e dar voz a comunidade. Por esse motivo escolhemos juntos, o slogan: “O jornal que escreve o que você gostaria de dizer”. Apesar de estarmos distantes, politicamente, nos últimos tempos a nossa amizade permaneceu, o respeito mútuo também. Por isso, vá em paz, caro amigo e obrigado pelo tempo que caminhamos juntos. Esse tempo ficará para sempre. Ruy Muniz A triste partida A cidade de Montes Claros está de luto. Morreu o dramaturgo e crítico literário Reginauro Silva. Morreu o confrade que ocupava com méritos a Cadeira número onze do egrégio Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros. Ele tinha como patrono o ilustre jornalista Ary Oliveira. Na Revista do Instituto, volume VII, Reginauro Silva participou com o texto Encontro Cadavérico, quando foi muito elogiado pela imprensa local. Há um silêncio profundo na imprensa montes-clarense. Um silêncio de respeito e de gratidão. Agora, choram os sinos; choram os hinos; choram os meninos. O palhaço tem o sorriso triste e a boca de palco sequer soletra uma única palavra. Na noite, um vulto perambula abatido, desmedido, bandido das horas mortas em busca da Viadagem. Reginauro Silva, num último suspiro de dor e saudade revela-nos a incerteza dos nossos projetos. A Formiga que queria ser cidade e virou princesa jamais pensaria num momento deste: de morrer. Certamente que as melhores lembranças deste grande homem ficarão para sempre gravadas na história de nossa cidade. Reginauro Silva foi um construtor da cidade de Montes Claros. Dinâmico jornalista, ele prestou os serviços mais importantes na imprensa local em beneficio de sua terra e de sua gente. Hoje ele nos deixa. Lágrimas, soluços e choros serão incontidos no momento de sua despedida. Adeus, amigo! Requiescat in pace! Dário Cotrim Fabiana Carneiro Planos Reginauro Silva foi o meu Mestre. Regi, como eu gostava de chamá-lo, me incentivou a enveredar pelos caminhos do jornalismo. Foi meu editor nos cadernos de Opinião e no Jornal O Norte, cadernos que ele sempre editou com competência. Ainda acadêmica, comecei escrevendo para o Opinião. Logo depois, comecei a escrever matérias para as editorias de polícia, política, cidade e saúde para o Jornal O Norte, onde aprendi muito. Muitas dessas matérias, de cunho investigativo. Eu sempre brincava com Regi, dizendo que ele era o meu segundo pai. Na manhã desta segunda-feira, tomamos café juntos, na Rádio Unimontes. Falamos de seus planos para lançar o jornal on line - A Provínia - em papel impresso. Mas, infelizmente, no meio da tarde fui surpreendida por esta triste notícia de seu falecimento. Regi, onde quer que você esteja, saiba que sou grata a todos os seus ensinamentos. O principal deles, jamais esquecerei: aprofunde e apure a notícia que for divulgar porque a notícia crua todos dão. Faça o novo. Gissele Niza Bagagem cultural Conheci pessoalmente Reginauro Silva quando retornei a Montes Claros, em 2003, para ministrar aulas no curso de Jornalismo, da Funorte. Reginauro era responsável pela edição e coordenação do periódico de artigos, resenhas e críticas Opinião - que logo se transformou no jornal O Norte de Minas. Convivemos no espaço da faculdade e nos encontrávamos nas reuniões e eventos jornalísticos da cidade - comemorações, discussões sindicais e encontros pela construção da Casa da Imprensa do Norte de Minas. Dono de um texto limpo e direto, amparado pelo conhecimento da língua portuguesa e pela ampla bagagem cultural, Reginauro esteve sempre aberto para a participação dos estudantes de jornalismo nas páginas d’O Norte. Posso afirmar que ele foi um dos mestres do jornalismo montesclarense. Elpidio Rocha Protagonista A primeira vez que levei um texto para Reginauro Silva avaliar para uma possível publicação no jornal O Norte, fui tomado de surpresa quando ele, imediatamente o salvou e fez a proposta de inaugurar uma coluna minha sobre política. Tenho tido sorte nessa vida quando se trata de pessoas que me deram oportunidades. E Régis, sem dúvida, foi o primeiro a valorizar aquilo que eu pensava, escrevia e queria, um dia, ver publicado. Reginauro Silva foi um dos grandes jornalistas que essa cidade já conheceu, uma das melhores pessoas com as quais eu convivi nessa, que é uma luta inglória. O jornalismo não paga bem (não conheço jornalista rico), mas dá visibilidade ao seu nome, ao mesmo tempo que dá oportunidade para os que não gostam de você tentarem te difamar. Com o nosso Régis, felizmente não foi assim. Respeitado e considerado por todos, nos deixa em um momento tão importante para a cidade e para a cultura, berço esse no qual foi um protagonista de primeira grandeza. Recentemente encontrava-se muito feliz, pois adquirira uma casa financiada, isso depois de ter trabalhado tanto, de ter lutado tanto. A sua condição econômica é testemunha da sua lisura, do seu respeito e da sua conduta diante da vida. Vai-se o homem, fica o seu legado. Marcelo Valmor Defensor da liberdade de imprensa A busca contínua pela informação e o direito de informar pautou a vida do grande mestre do jornalismo, Reginauro Silva. Um lutador pela liberdade da imprensa. Foi um incentivador e descobridor de talentos, valorizando quem começava na carreira. Eu fui um destes. Foi ele quem me abriu as portas do jornal O Norte, apostando na nova ideia de transmitir as informações publicadas no impresso, também para a internet. Com ele tive a honra de trabalhar por 5 anos. Período de rico aprendizado. Criador da frase Quem é que sabe?, namorador, autor do livro As 74 mulheres que eu amei, até agosto de 1998, e todas as seguintes, teatrólogo, advogado, jornalista, amigo, parceiro. Deus reservou um lugar especial a ele. Vai fazer falta. Guardo gratidão pelo incondicional apoio para o meu crescimento profissional. Meus sentimentos à família. Regi, sem você será mais difícil, mas aceito dar continuidade à sua missão de lutar pelo bom jornalismo. Luís Alberto Caldeira Aplausos Não queria escrever nada, absolutamente nada sobre a morte de Reginauro Silva. Neste momento, ainda zonzo com a notícia, estou de mal dele, do mesmo jeito que fico de mal de todos os que amo e que, de repente, sem explicação alguma, me abandonam e me deixam aqui, falando sozinho, neste vale de lágrimas. Regim não tinha o direito de fazer isso comigo, com seus amores, com seus amigos e com os seus inimigos, ele que ainda era tão jovem pra fazer essa viagem. Prefiro lembrar-me de nós dois ainda jovens, esbeltos e bonitos, sem carregarmos a prata nos cabelos e as panças proeminentes de agora, entrevistando Chico Preto, o temido macumbeiro da cidade, (o que causaria sua demissão sumária do Jornal de Montes Claros) e Manoel Quatrocentos, o Carlitos mais ensandecido e mais poético da nossa Montes Claros. Acabo de conversar com meus irmãos Tino Gomes e Eduardo Lima, que eram irmãos dele também e que estão também entristecidos em Belo Horizonte. A gente tenta se amparar e se consolar telefonicamente, mas a dor da ausência de Reginauro Silva é maior que nossos lamentos. Kardec anda me ensinando muitas coisas nos últimos anos. A principal é a fé consoladora que me permite encarar e aplaudir Reginauro Silva na sua última encenação, agora que as cortinas se fecham, na boca de cena e no teatro que ele tanto amava não pra dizer-lhe adeus, mas, sim, um até breve. É só isso que consigo dizer agora porque sei, como Guimarães Rosa alertava, que a vida é um descuido prosseguido e mais cedo ou mais tarde, ao lado do anjo Olinella, Reginauro Silva haverá de nos aguardar, solidário e risonho na imensa, radiosa e monumental porta de Passagem. Georgino Júnior Meu eterno professor de jornalismo É com extrema tristeza no coração que escrevo este, que sem dúvida, é o meu mais difícil texto para o jornal O Norte de Minas, desde o seu inicio. A morte do amigo, irmão e meu professor de jornalismo, Reginauro Silva, de 62 anos, pegou a todos nós de surpresa, na tarde de ontem (21). Estava em uma reunião de trabalho, quando recebo um telefonema do amigo- irmão jornalista, Luis Alberto Caldeira, que chorando me transmitiu a triste notícia do falecimento do amigo Regis Silva. A notícia me fez voltar no tempo. Era o ano de 2002, e o professor e empresário Ruy Muniz apresentou aos acadêmicos das turmas de comunicação social – habilitação em jornalismo da Funorte, Reginauro Silva. A ideia inicial era criar um jornal laboratório. Foi quando surgiu o Opinião e Regis era o diretor de redação e editor do referido jornal, que oportunizava a acadêmicos da época, Samuel Nunes, Gissele Niza, Heberth Halley, Cínara Dreide, Fernando Abreu, Larissa Teixeira, Valeria Borborema, Samarone Xavier, Elisângela Santos e outros tantos, darem os primeiros passos no jornalismo impresso em Montes Claros. Um dia, este aprendiz de jornalismo, teve a iniciativa de procurar Reginauro Silva, quando foi prontamente recebido e mais, sai do encontro com a oportunidade de ingressar no impresso. A primeira pauta a mim dada pelo Reginauro Silva foi em dezembro de 2002, matéria intitulada por ele: Falta pouco para a abertura do shopping popular. Aquele foi um momento emocionante na minha vida. Vi ali, uma oportunidade de crescimento enquanto acadêmico. Mas, naquele tempo, eu não sabia nem mesmo ligar um computador. Sou de origem humilde e meus pais não tinham condições de adquirir um computador para facilitar minha vida na faculdade. Conversei com Reginauro e de maneira compreensiva, ele aceitou que eu entregasse esta e outras matérias escritas a mão mesmo. - Vou receber as suas matérias no papel mesmo. Faz o texto que vou dando um jeito. Mas você tem que aprender logo a trabalhar com o computador, me aconselhou. Segui seu conselho estritamente e só ganhei com isto. E foram anos e anos de convivência diária no O Norte de Minas. Inicialmente Regis me colocou na editoria de Economia, depois Cidade e por último, Política, onde fiquei até dois anos atrás. Foi dele, inclusive, a ideia da minha coluna sobre Política. Regis fará falta, muita falta mesmo. Estou com a consciência tranquila, pois ainda em vida, e por várias vezes, agradeci a ele pela oportunidade a mim concedida. Elogios, puxão de orelha, brincadeiras na redação. A despedida é um momento de tristeza , em que corações se preparam para viver uma saudade. Diz certo ditado, e a saudade, caro amigo leitor, bate forte no peito. As lágrimas já saíram em demasia, não querendo acreditar na morte do ícone do jornalismo local. Mas Deus nos concede a força necessária para enfrentarmos este momento triste. Montes Claros acorda triste nesta terça-feira (22), e o seu blog, A Província, que Reginauro tanto gostava não deu a noticia do falecimento do seu criador. É a vida... Aos parentes, que Deus os console, aos amigos fica o exemplo de um profissional dedicado à profissão, ousado e criativo. Enfim, o mais triste de uma despedida é a incerteza de uma volta. E mais: talvez o único fato que me dói mais que dizer adeus, é não ter tido a oportunidade de me despedir de você. Samuel Nunes Meu eterno editor Reginauro foi literalmente o Mestre do Jornalismo montes-clarense. Ele deixa um legado de repórteres lançado por ele, principalmente, em o jornal O Norte e no Opinião, onde ele foi o editor chefe. Foi sem dúvida, meu grande editor, da qual pude aprender muito. Sabia escrever de uma forma genial. Era um jornalista respeitado por todos, sobretudo, pelo jeito de escrever. Era um dos poucos que sabia extrair de um fato pequeno, uma grande matéria. Sabia se expressar de forma sutil e falar nas entrelinhas, como poucos jornalistas. Não tinha medo de falar a verdade. Se tinha que colocar uma nota, fazia sem medo do que pudesse acontecer. Na seção de homenagens da formatura da turma de jornalismo de 2007, recebeu inúmeros elogios do renomado jornalista Neumar Rodrigues, da TV Globo e Record. Foi criador de várias frases, a mais marcante delas: Montes Claros - cidade da arte e da cultura. Só tenho a agradecer a Regi pelo carinho, ensinamentos, dedicação e atenção durante os sete anos e seis meses de convivência diária na redação do Jornal Opinião e O Norte. Estou extremamente triste por saber que foi embora um grande amigo, que será pra sempre o verdadeiro mestre do jornalismo. Que Deus te proteja mestre. Fique em paz! Heberth Halley Ao mestre com carinho... Assim eu defino esse grande homem que foi o jornalista Reginauro Silva. O mestre, como eu o chamava, sempre atento a tudo que acontecia, sobretudo, detalhes minuciosos sobre os bastidores da política local. Regi foi, mas o carinho e a atenção com que tratava seus colegas vão ficar imortalizados na memória daqueles que estiveram ao lado do grande jornalista. Ao seu lado, mesmo em tão pouco tempo, quando a vida e o destino cuidou de nos apresentarmos, vivi a mais conceituada experiência do mundo jornalístico. Ele foi, mas sua lembrança vai ficar pra sempre na memória de todos. Que Deus conforte a família e amigos. Rubens Santana Desbravador Reginauro foi um marco para a cultura de Montes Claros e para a história da imprensa. Ele foi um desbravador em nível de cultura, pois foi influenciado por esta veia artística que o prefeito Toninho Rabelo instalou o Centro Cultural em 1979. O centro cultural foi inaugurado com uma de suas primeiras peças teatrais A Formiga que virou Cidade que falava sobre a nossa história. Na imprensa, sua contribuição foi enorme. Foi ele quem ousou criar uma imprensa independente. Fez um trabalho grandioso e deixa uma lacuna. Tenho alegria de ter aprendido com ele. Regi lançou a geração nova de jornalistas. Quando fui para o Jornal O Norte, fui para somar. Tenho uma gratidão muito grande. João Jorge Vida de coragem O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem... O mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais – ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. Viver é um descuido prosseguido. (João Guimarães Rosa) Essa foi a última postagem do amigo jornalista Reginauro Silva, em seu blog A Província. E ele viveu um descuido prosseguido. Um vez paramos para debater sobre alguns assuntos. Confesso que perdia de goleada para o Mestre Reginauro, homem de uma sabedoria ímpar. E me lembro que falávamos sobre mudanças. E o Reginauro me alertava que existe somente uma forma de o mundo mudar: é nós mudarmos primeiro. Enquanto nos mantivermos na espera que o mundo mude, dizia ele, que as pessoas mudem, que o governo mude, que os políticos mudem, que a esposa ou o marido mudem, que nosso filho cresça e mude, que nosso patrão mude, absolutamente nada vai mudar e quando algo muda, quase sempre é em nosso prejuízo.Além disso, entre mudar o mundo e mudar a nós mesmos, evidente que é infinitamente mais fácil mudar a nós mesmos. Assim, não seja tolo, se quiser mudanças em sua vida, mude você primeiro. (...) Brincalhão e tremendamente espirituoso, Reginauro comentava que existe apenas um motivo pelo qual você é pobre: você não acredita que pode ficar rico. Desde a infância colocaram na minha cabeça tantas ideias erradas sobre o dinheiro que passei a acreditar que todo rico é ladrão ou que a riqueza é para bem poucos e infelizmente a gente não é um dos privilegiados, e que somente no reino dos céus terá vida boa. Assim você trabalha muito, reclama mais ainda e joga na loteria, cedendo lugar ao pensamento mágico, já que a realidade não te dá chances de realizar teus sonhos. Pois saiba que todos esses conceitos estão errados. O universo é abundante e a riqueza é para todos, sem exceção. Então a riqueza é para você e para mim também. Pensamento cadenciado e objetivo, Reginauro finalizou o papo dizendo que o motivo principal pelo qual somos pobres, é que pensamos pobres. O grande problema, finalizou o Mestre, está na mente das pessoas, nas crenças que aos poucos se transformaram em paradigmas, impedindo que essas pessoas consigam pensar, arrancar a fórceps velhos paradigmas que impedem o desenvolvimento e substituí-los por outros mais adaptativos. Neumar Rodrigues Texto: Jornal o Norte