terça-feira, 9 de setembro de 2008

TV realiza primeiro debate entre candidatos a prefeito de Moc

FOTO GIRLENO ALENCA

Samuel NunesRepórter
Na noite de domingo, 07 de setembro, a TV Geraes realizou o primeiro debate entre os candidatos a prefeito de Montes Claros.
Compareceram ao debate os candidatos Athos Avelino Pereira da coligação Montes Claros cada vez Melhor, Luiz Tadeu Leite, coligação Montes Claros para Todos, Ruy Muniz da coligação O Futuro Agora, Luiz Araújo, da coligação PT do B, e Tiago Nascimento da coligação Socialistas por um Futuro. Cada candidato teve direito levar três assessores para acompanhar o debate.
CIDADANIA X PROFISSIONALISMO
O debate foi dividido em seis blocos e teve como mediador o advogado e jornalista Afonso Mendes.
- Entendo que aconteceu um encontro com a cidadania através deste debate, onde contribuímos de forma a possibilitar ao eleitor conhecer um pouco mais cada candidato e as suas propostas.
Toda uma estrutura foi montada dentro do estúdioda TV Geraes para a realização do debate
BLOCOS
O primeiro bloco do debate teve duração de 10 minutos e os candidatos responderam em 1 minuto e 30 segundos a uma pergunta do mediador comum a todos. A posição e a ordem das respostas foram definidas mediante sorteio.
Por que você quer ser o prefeito de Montes Claros? Esta foi à pergunta feita pelo mediador aos candidatos que pela ordem foi respondida da seguinte forma pelos candidatos.
Athos Avelino – Concluir as obras que estão em andamento, ampliar os serviços de qualidade e consolidar o jeito novo de governar.
Luiz Araújo – Montes Claros precisar passar por mudanças.
Tiago Nascimento – Por acreditar em uma Montes Claros do futuro e porque sou uma referência.
Luiz Tadeu Leite – Melhorar a qualidade de vida da população.
Ruy Muniz - Provocar uma verdadeira transformação em Montes Claros, avançar na saúde, educação e emprego.
No segundo bloco que durou 23 minutos, os candidatos responderam a perguntas dos jornalistas Wesley Gonçalves e Valeria Almeida, ambos da TV Geraes. No terceiro e quarto bloco, que também tiveram duração de 23 minutos, um candidato formulou pergunta para outro candidato. Após o comentário o candidato que respondeu a pergunta teve direito à replica.
SOCIEDADE
Neste bloco os candidatos responderam em dois minutos a uma pergunta formulada por um representante da sociedade civil. A ordem de resposta dos candidatos foi definida em sorteio.
A moradora do Bairro Morada do Parque, Rosana Soares perguntou qual a proposta para melhorar o trânsito?
O candidato Ruy Muniz respondeu que irá dinamizar as ruas da cidade que são estreitas retirando os ônibus grandes de circulação da área central. Vai construir um terminal rodoviário onde atualmente está a Praça da Matriz e ainda vai retirar os trilhos da área central e construir no local a Avenida Norte Sul.
Lúcio Caldeira, do Centro, perguntou: Qual o projeto para diminuir a violência?
O candidato Athos Avelino respondeu que uma das suas medidas é buscar parcerias com órgãos de segurança e o poder judiciário.
Adão dos Santos, perguntou: Qual a proposta para o esporte local?
O candidato Tiago Nascimento respondeu que vai voltar a secretaria de Esportes, pretende construir um mega polo do esporte, fortalecer o esporte amador, implantar a bolsa esporte e construir o Mocão.
ENCERRAMENTO
No bloco final os candidatos fizeram suas considerações finais, em ordem inversa do bloco I. cada candidato teve três minutos e não foram permitidos comentários. Este bloco teve duração aproximada de 17 minutos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Seminário internacional debate na capital a revitalização de rios

FOTO DIVULGAÇÃO /FOTO XU MEDEIROS

A revitalização de rios, principalmente os que atravessam grandes áreas urbanas, tem mobilizado governos do mundo todo. Exemplos como o Tâmisa, em Londres; o Sena, em Paris; o Anacostia, em Washington e o rio Isar, na Baviera, Alemanha, além de experiências brasileiras como o rio Tietê em São Paulo, Rio Mosquito e o Rio das Velhas em Minas Gerais, serão apresentados no I Seminário Internacional sobre Revitalização de Rios, que acontece entre os dias 8 e 10 de setembro, no Dayrell Minas Hotel, à rua Espírito Santo, 901, centro, em Belo Horizonte. O seminário é uma realização do Governo de Minas, por meio do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) e Copasa, em parceria com o Projeto Manuelzão e o Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do Rio das Velhas. O evento está integrado ao Projeto Estruturador Revitalização do Rio das Velhas em seu trecho metropolitano – meta 2010. O objetivo é conhecer iniciativas de sucesso desenvolvidas para a revitalização de rios e promover a reflexão e a troca de experiências entre gestores públicos e profissionais de diversas áreas, além de estimular iniciativas para a recuperação de bacias hidrográficas em Minas Gerais. O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Antônio Thomaz da Mata Machado, afirma que não existe uma metodologia definida ou estudos acadêmicos sobre o tema revitalização de rios que permita descrever o método ideal para o desenvolvimento das ações. “O que existem são experiências localizadas, e a proposta do seminário é justamente a de trazer essas experiências para conhecermos como a revitalização é feita em outros lugares”, acrescenta. Mata Machado pondera que os projetos de revitalização não devem se limitar ao curso de água, mas envolver a totalidade da bacia hidrográfica. “É preciso combater as principais fontes poluidoras, que geralmente são o lixo, o esgoto doméstico e os efluentes industriais, mas também recuperar nascentes, matas de topo, matas ciliares e pequenos rios afluentes”, orienta. Ele acrescenta que o projeto deve definir a prioridade temática, a prioridade geográfica, deve selecionar indicadores de resultados e mobilizar a sociedade, o governo e outros atores estratégicos. Considerada por especialistas como um processo de longo prazo, a revitalização de rios se completa com o trabalho contínuo de conservação. “O prazo para revitalização depende das condições políticas, de investimentos em tecnologia e da mobilização e vontade da sociedade”, informa Mata Machado. “O rio Tâmisa demorou mais de cem anos para ser recuperado. No Sena, o processo foi muito rápido, começou na metade da década de 90 e foi considerado revitalizado aproximadamente cinco anos depois, mas foi obra de engenharia, não houve envolvimento da população”, complementa. Programação: Dia 8- segunda-feira 17h - Credenciamento 19h - Solenidade de Abertura 19h 30 - Rio Tietê, a experiência de São Paulo - Carlos Eduardo Carrella, Sabesp 20h 20 - Debates 21h - Coquetel de confraternização Dia 9 - terça-feira 7h 30 - Credenciamento 8h - Rio Sena, a experiência francesa - Seine Normandie 8h 50 - Debates 10h - Intervalo 10h 20 - Rio Mosquito, a experiência de Minas Gerais, Brasil - Marcelo de Paula Salles Filho, Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Mosquito 10h 50 - Projeto Drenurbs: Reabilitação Ambiental das Águas Urbanas de BH - José Roberto Champs, Projeto Switch 11h 20 - Debates 14h - Rio Anacostia, a experiência dos Estados Unidos - James F. Connolly - Anacostia Watershed Society 14h 50 - Debates 15h 30 - Intervalo 15h50 - Rio das Velhas, a experiência de Minas Gerais, Brasil - Apolo Heringer Lisboa, Projeto Manuelzão 16h40 - Meta 2010 e a articulação governo e sociedade civil organizada - José Carlos Carvalho, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável 16h50 - Debates 18h - Happy Hour Ecológico Dia 10 - quarta-feira 8h - Rio Tâmisa, a experiência inglesa - Rachael Hill, Environmental Government Agency of United Kingdon 8h 50 - Debates 10h - Intervalo 10h 30 - Rio Isar, a experiência alemã - Klaus Arzet, State Office of Water Management Munich 11h 10 - Debates 12h - Pronunciamentos de avaliação e encerramento do evento - Thomaz Mata Machado, Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e Ronaldo Matias, da Copasa

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Professores e servidores da Unimontes também cruzam os braços em Moc

FOTOS XUMEDEIROS

Paula MachadoRepórter
Professores da universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes estão sem trabalhar desde a última segunda-feira, 01. A paralisação termina na sexta-feira, 05, onde, em assembléia, decidirão por novas medidas. Na assembléia que foi realizada ontem, 03, no auditório da Unimontes, a comissão da associação dos docentes da universidade juntamente com diversos professores e colaboradores da causa elaboraram uma contraproposta de reposição salarial.
A comissão da Adunimontes que organizou o debate(foto: XU MEDEIROS)
Segundo Rosivaldo Antônio Gonçalves, professor titular do departamento de Ciências Exatas, eles querem uma reposição gradativa, que o pagamento seja dividido em dois momentos. O primeiro pagamento a partir desse mês e a outra parte em janeiro de 2009.
- Não é a primeira paralisação. Os professores da universidade já haviam parado um dia inteiro, antes da reunião com a comissão da associação dos docentes da Unimontes - Adunimontes e a secretaria de estado de Planejamento e Gestão – Seplag, no dia 21 de agosto – diz ele.
Essa segunda paralisação, como afirma ele, é em virtude da resposta negativa por parte do governo, contrária aos desejos dos professores a respeito da reposição salarial.
- Nossas reivindicações são a favor da reposição salarial que sofremos durantes dez anos em 84% do que era o salário. E, temos também outras reivindicações apesar dessa ser a principal. Uma das outras reivindicações é que a Seplag reconheça que os professores que possuem doutorado recebam seus salários como tais. Hoje temos uma grande evasão de professores com titulação, devido à competição por esses tipos de profissionais no mercado de trabalho no ensino superior – afirma Rosivaldo.
Como ele revela, o governo propôs aos professores da Unimontes uma gratificação ao invés de fazer a reposição salarial.
- Uma gratificação é algo que o patrão dá aos seus servidores como forma de reconhecimento por um bom desempenho. Mas gratificação não é salário. É algo que o governo pode conceder e retirar. Além disso, não aceitamos porque nem todos os professores seriam beneficiados – explica ele.
ADESÃO
Levantamento divulgado pela Adunimontes aponta que 90% do ensino na Unimontes está paralizado. Apenas os cursos de Zootecnia, Agronomia, Ciências Contábeis e Direito ainda funcionam. Nos demais cursos, os professores aderiram inteiramente à paralisação.
Em Montes Claros, Januária, Pirapora e São Francisco a paralisação é intensa, apenas um curso em Janaúba foi paralisado.
- Mas nos demais campi da universidade a adesão ao movimento é forte – diz Rosivaldo.
ENCONTROS
Muitas reuniões estão sendo realizadas por comissões ou assembléias. As comissões por centro trabalham os cursos de cada campi, e as assembléias trabalham todo o movimento a nível da universidade.
De acordo com a presidente da Adunimontes, Marise Fagundes, essa contraproposta definida pela assembléia será apresentada ao governo na próxima semana.
- O governo nos passou uma proposta que rejeitamos, na verdade a reunião com o governo seria amanhã, 05, para tentar definir a situação, mas por termos aderido à paralisação o governo cessou negociação conosco. Então vamos aguardar a assembléia para decidir se voltaremos ao trabalho na segunda-feira ou se continuaremos com a paralisação – afirma ela.
NOVA PARALISAÇÃO
Os servidores administrativos da Unimontes bem como os trabalhadores da área da saúde sugerem um possível movimento de paralisação e greve.
Insatisfeitos pela proposta do governo de aumentar apenas 8% do salário, eles organizarão também uma reunião na sexta-feira, onde decidirão se farão ou não uma greve por tempo indeterminado, ou pelo menos até suas reivindicações serem atendidas. As informações foram passadas pela Adunimontes.
- Nossa principal reivindicação é a equiparação salarial com a tabela de pagamentos do Ipsemg, que hoje é o órgão que mais chega perto do que almejamos. Alcançar essa média do Ipsemg para o servidor já seria o suficiente para se ter um salário mais justo – Israel Soares Queiroz, delegado sindical de base eleito pelos servidores administrativos da Unimontes.
Os servidores administrativos e os professores da Unimontes são duas classes diferentes, mas que buscam a mesma coisa, mais reconhecimento e respeito do governo e um salário mais digno – diz Rosivaldo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Tiveram início nessa semana as comemorações da Semana da Pátria que vai do dia 1º ao 7 de setembro.

FOTOS: XU MEDEIROS

Samuel FagundesRepórter
Todo ano, as escolas estaduais, municipais e particulares participam do desfile do desfile de independência. As instituições de ensino da Rede Soebras levarão seus alunos de variadas séries para participar desse evento que presta homenagem não só a nossa independência como também ao nosso país.
O colégio Indyu irá homenagear em seu desfile a comemoração do centenário de Godofredo Guedes e vários outros artistas populares da nossa região. Segundo Selma Evangelista coordenadora administrativa do colégio, em torno de quinze artistas da região serão homenageados por alunos vestidos a caráter. Ela explica que serão cinqüenta alunos de todas séries mais a fanfarra. Esse número de alunos, segundo ela é o limite permitido para cada escola pelas regras da prefeitura.
TRADIÇÃO
Selma fala que esse tipo de evento é muito importante para a formação das crianças e que as homenagens prestadas aos artistas da região servem também para que as crianças e jovens tenham contato com a nossa cultura.
- É necessário mostrar aos alunos a importância da pátria, buscar nas nossas raízes esse orgulho. Homenageando Godofredo Guedes a gente resgata um pouco dessa nossa cultura, pois as crianças talvez nunca tenham ouvido falar e é interessante passarmos para eles esse tipo de conhecimento – afirma a coordenadora.
Tiago França tem 17 anos e cursa o 3º ano no colégio Indyu e vai participar do desfile deste ano. Ele conta que já participou outras vezes e que a expectativa é que seja melhor que o do ano passado. O estudante fala sobre a importância de valorizarmos nossos artistas e de como esse tipo de evento serve também como aprendizado.
- Participar é importante porque valoriza a cultural regional com essas homenagens e, é importante mostrar a cidadania das pessoas, esse processo da nossa independência que foi muito importante. Na disciplina de história nós estudamos isso, e não deixa de ser uma forma de visualizarmos com maior clareza esses acontecimentos – revela o jovem estudante.
IMPORTÂNCIA
Para Danilo Pereira de 13 anos e cursando a 7ª serie, é uma honra participar dessas comemorações da semana da Pátria e que, ter conhecimento sobre artistas da nossa região é algo muito importante.
- É uma honra participar e homenagear esse dia que foi tão importante para o Brasil, que deixou de ser colônia para ser independente. É uma forma de demonstrarmos como amamos o Brasil e de quão foi importante a independência. Esse desfile a gente faz com muito amor, e a expectativa é cada vez maior, a gente fica nervoso, ansioso, mas é bom. Hoje em dia não temos muito contato com artistas regionais, valorizamos mais os de fora, sendo que aqui também temos grandes artistas que são tão competentes quanto os outros, por isso é sempre bom estar homenageando os artistas da nossa terra – conta com entusiasmo o aluno.

NOVO
Há também aqueles que participam pela primeira vez do desfile, como Pedro Xavier de 12 anos que cursa a 6ª serie. Ele diz estar ansioso para que o dia do desfile chegue e comece. Lembra que comemorar o dia da independência é relembrar a nossa historia.
- É muito bom participar, estar homenageando o Brasil e essas pessoas. É importante porque conta nossa historia, fala como o Brasil se tornou independente – explica emocionado.
DESFILE
A concentração será no domingo dia 07 de setembro na prefeitura a partir das 07 horas e a saída esta marcada para às 08 horas na esquina das Avenidas Mestra Fininha com Deputado Esteves Rodrigues. As escolas particulares desfilarão após as escolas estaduais



terça-feira, 2 de setembro de 2008

Manifestação no bairro Alterosa vira caso de polícia

FOTOS XU MEDEIROS

Samuel Nunes Repórter
Diante da poeira, buracos e falta de asfalto, moradores das Ruas 07 de Setembro e Atlético, no Bairro Alterosa, realizaram na tarde do último domingo, 31, manifestação em decorrência do péssimo estado em que se encontram as ruas do setor.
Com faixas, cartazes e gritos de socorro cobraram da prefeitura de Montes Claros melhorias para a comunidade localizada na região sul da cidade.
Com faixa estendida, moradores voltaram a protestar e cobram da administração asfaltamento e melhorias para as ruas do Alterosa
- A prefeitura asfaltou ruas dos Bairros Santa Rafaela e Santo Amaro, mas, o asfaltamento das ruas do Alterosa só ficou mesmo na promessa, portanto, um meio de chamar a atenção do poder público municipal quanto às nossas necessidades foi mediante esta manifestação - desabafa Ezequiel Dias da Silva.
Entretanto o que era para ser mais uma manifestação, realizada por moradores revoltados com o descaso do poder público municipal, se transformou em caso de polícia.
MOBILIZAÇÃO
No domingo, 31, por volta das 16h, a comunidade decidiu fechar a Rua Atlético, com pedras e paus, e chegou ainda a queimar colchões e pneus. Contudo, às 19h cerca de nove viaturas da polícia militar chegaram ao local. Os policiais, segundo os manifestantes, já desceram dos veículos com armas e dispararam balas de borracha.
- A manifestação não teve nenhum líder, o que aconteceu foi que decidimos de forma coletiva nos manifestar. Pouco tempo depois, chegamos a um acordo com a PM no sentido de retirarmos alguns objetos que impediam a passagem de carros. Mas, de repente os policiais começaram a reagir, segundo eles uma pedra teria sido arremessada contra um dos veículos da PM daí o início da confusão.
PRESO
Demonstrando indignação e revolta, Ezequiel Dias da Silva revela que através de um ato irresponsável foi preso pela PM que o teria apontado como líder da manifestação e responsável por tudo que acontecia naquele instante. Frisa que foi algemado e levado no carro da PM para a delegacia de furtos e roubos, e ficou detido por aproximadamente 1 hora.
Ezequiel Dias da Silva diz quesua prisão foi injusta
- Não aconteceu incitação por parte de ninguém, estávamos apenas manifestando, pois vivemos em um país democrático onde a sociedade é livre para criticar e reivindicar. É bom que se diga também que a referida manifestação teve como líder a coletividade - explica.
COBRANÇA
Apesar dos acontecimentos do dia anterior, os moradores voltaram a se manifestar na manhã de ontem, 01. Com uma faixa com os dizeres: Senhor Prefeito. Os moradores do Bairro Alterosa reivindicam o imediato início das obras de asfalto em suas ruas, eles persistem na cobrança de melhoria na infra-estrutura nas Ruas Atlético, Fraternidade, Concórdia, Solidariedade, Esperança, Aliança e Avenida Liberdade.
De acordo com eles, estas rua teriam sido inseridas no orçamento participativo deste ano, contudo, nenhum beneficio ainda foi concedido para a comunidade.
A mãe do jovem preso, Maria Marlene se diz indignada e revoltada com o fato do seu filho ter sido levado pela PM.
Maria Marlene, mãe do rapaz, não seconforma com a prisão do filho
Comenta que a Rua Atlético consta na prefeitura como asfaltada, entretanto, mais de 50 famílias estão prejudicadas pelo fato de aproximadamente 600 metros de rua ainda não ser asfaltada.
PM
De acordo com a assessoria de Comunicação da polícia militar a manifestação estava irregular, tendo em vista que atear fogo em via pública é proibido.
Explica que houve um acordo entre os manifestantes, onde foi desobstruída a rua, tendo inclusive, o corpo de bombeiros lavado a mesma, dada a grande quantidade de fuligem.
No entanto, a Ascom afirma que uma pedra partiu da multidão em direção a um dos carros que estava estacionado. Afirma ainda que o morador Ezequiel Dias Silva foi quem incitou a multidão, por isso, foi preso.
O NORTE também tentou contato com a secretaria de Comunicação da prefeitura, mas até o fechamento desta edição não obteve êxito.

Governo inicia cursos do PEP em 34 municípios mineiros

FOTO XU MEDEIROS

Mais de 10 mil jovens mineiros iniciaram nesta semana (1º) os cursos gratuitos do Programa de Educação Profissional (PEP) oferecido pelo Governo de Minas. O vice-governador Antonio Augusto Junho Anastasia e a secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto, visitaram o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), em Belo Horizonte, uma das 33 instituições credenciadas pelo Estado para oferecer 87 opções de cursos profissionalizantes nesta edição. O programa vai atender 43 mil alunos aprovados no processo seletivo. Esses alunos estão matriculados no 2º e 3º anos do ensino médio da rede estadual ou já concluíram o ensino médio em qualquer rede de ensino e têm idade entre 18 e 24 anos. Durante a visita aos laboratórios de Hotelaria e Enfermagem, o vice-governador Antonio Anastasia afirmou que o PEP representa a melhoria da qualificação da mão-de-obra. “É difícil mensurar a importância de programas do Estado, mas acredito que o PEP certamente está entre os mais importantes projetos em ação no atual Governo. Estamos lançando mais uma etapa, superando as metas de 2008 e vamos expandir ainda mais em 2009 e 2010. Estamos preparando mão-de-obra qualificada de jovens mineiros para empregos que estão sendo gerados aqui em Minas Gerais”, disse. Até 2010, o Estado tem como meta criar oportunidade de formação técnica para 110 mil jovens. “Nesse momento Minas Gerais vive um grande ciclo virtuoso da nossa economia com um boom de empresas, empregos em várias áreas, não só siderúrgicas, mas o agronegócio, serviços, indústrias de um modo geral. É fundamental termos mão-de-obra qualificada para isso. Notávamos que havia uma deficiência nessa área e por isso esse projeto, muito aplaudido e que está em franca expansão”, garantiu. Com as novas vagas do PEP, 43.143 jovens estão matriculados em um curso profissionalizante gratuito esse ano, ultrapassando a meta para 2008, que era de 36,6 mil estudantes. O custo médio por aluno durante todo o curso é de R$ 3.640,00 e a duração do curso pode variar de 12 a 34 meses. Em 2008, o Estado está investindo R$ 83,6 milhões no PEP. Para a secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto, o objetivo é disponibilizar rapidamente às empresas, estudantes com formação profissional para ingresso no mercado de trabalho oriundos das escolas de todas as redes – estadual, municipal, federal e privada. A secretária explicou que os cursos ministrados pelas instituições parceiras, incluindo a freqüência e o desempenho dos alunos, são acompanhados e controlados pela SEE, gestora do programa e que define as metas e os resultados. As instituições privadas são selecionadas através de edital e atualmente o PEP é oferecido em 67 instituições de 84 municípios, somadas as duas edições. Segundo Vanessa, a taxa de evasão da primeira edição atingiu 2%, mas pode subir no segundo semestre. “Existe demanda por técnicos mesmo antes de eles concluírem os cursos, isso tem impactado um pouco, mas não devem ultrapassar 10% em 2008”, disse. Mais de 57 mil adolescentes e jovens se inscreveram para concorrer a uma das vagas do PEP dessa segunda edição, que beneficia 34 cidades no Estado. A estudante Camila Luiza Hermógenes Borges, de 17 anos, cursa o ensino médio na Escola Estadual Governador Milton Campos, e é um dos jovens beneficiados. Ela soube da seleção para estudar gratuitamente pelo pai, que leu a notícia no jornal. "É uma oportunidade que vai me ajudar muito. Caiu na prova tudo o que aprendi até hoje na escola", garantiu a estudante, que adora a disciplina de Biologia. Cursos mais procurados O curso mais concorrido do PEP em todo o Estado foi o de Técnico em Informática do município de Governador Valadares, no Leste de Minas. Foram 38 candidatos por vaga, mais disputado que o vestibular 2008 para o curso superior de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que teve 31,98 candidatos/vaga. Em Belo Horizonte, o curso mais concorrido foi o de Técnico em Informática, com 30 candidatos por vaga, seguido pelos cursos técnicos em Estética, com 18, Nutrição e Dietética, com 15, e Técnico em Mineração, com 14 candidatos/vaga.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

PAU QUE NASCE TORTO

FOTO XU MEDEIROS



(*) Edgar Antunes Pereira, Jornal de Noticias
Diz a sabedoria do dito popular que pau que nasce torto não tem jeito, morre torto. Nada mais verdadeiro e que se confirma mais uma vez nestas eleições.O candidato Luís Tadeu disse ao universo montes-clarense que o amadurecimento, com a idade, o fez reconhecer os erros do passado, e que a campanha de críticas duras e aleivosas chegara ao fim. Que esta campanha seria de paz e amor.Mas o que se vê, como disse a irreverente Fátima Moura Imperial em sua coluna Tuiacas e Tuetês (Papagaios e Periquitos), é guerra e horror. A vítima, por enquanto, Rui Muniz. A vez de Athos chegará.Disse-me Muniz que as matérias publicadas no Jornal O Tempo e Super Notícias, do empresário e político Vitório Mediolli, também presidente do Partido Verde, coligado com o PMDB em Montes Claros, foram em atendimento a pedido do candidato Luís Tadeu Leite. Todos se lembram das baixarias publicadas no antigo Jornal do Norte, reconhecidamente de sua propriedade, durante os anos que durou sob o comando de marginais da imprensa e sob seu soldo. Embora apareça manso, ao adotar a postura “Lulinha Paz e Amor”, no programa eleitoral, com sua cara conhecida e velha; seu jeito velho e repetitivo de fazer política; seus bordões velhos, cansativos e desacreditados, está latente a dissimulada, velha, presente, eterna, ubíqua e exacerbada maldade congênita. Não se enganem.Fazedor de obras se intitula, mal feitas emendo. Esta não é uma opinião isolada, é da grande maioria. Estão aí para se ver e checar. Olhem só a feiúra do mal dividido e acabado prédio da prefeitura, construído em lugar impróprio, que obstaculizou a continuação da avenida Deputado Esteves Rodrigues, reduzindo-a à metade, no seu final. E cujo terreno, desapropriado, até hoje não foi pago.Olhem só o viaduto do Roxo Verde, apelidado de “Engasga Carros”, por estreito e baixo, sempre a ter um veículo de maior porte preso no seu interior. O Mercado Municipal, simplesmente horroroso, baixo, sem ventilação e mal acabado. O ginásio poliesportivo, inacabado, não teve seu círculo fechado, por não comportar quadra destinada às múltiplas práticas esportivas. O asfalto eleitoreiro sem consistência e de pouca duração. Por aí vai... E desafio quem quer que seja a apresentar-me, uma, uma só obra sua de qualidade!Diz-se homem de palavra ao afirmar: “palavra de Tadeu”. O eleitor está cansado de promessas vazias. Ouviu muitas vezes o blablablá das juras. Que eu me lembro: - Mocão, chegou a lançar, de novo, a pedra fundamental e, na solenidade, em homenagem ao desafeto e idealizador do estádio, o nominou de Antônio Lafetá Rebello, para fazer-se de bonzinho. Que até hoje está inacabado; outros têm culpa, nesta Tadeu tem companhias. Né, Jairo?!- O elevado da Mestra Fininha com Esteves Rodrigues. Lembram-se do projeto exibido, lindo, com certeza, no programa eleitoral? Uma antevisão do futuro. O que foi feito dele? O gato comeu.- Na última vez em que foi candidato, prometeu o inviável metrô de superfície sobre a linha férrea que cruza a cidade. Promessas? Não. Palavra de Tadeu.